arconte

Na antiga Grécia, os arcontes eram magistrados. Arconte era um cargo ao qual apenas tinham acesso os cidadãos, filhos de naturais da polis. O colégio dos arcontes constava de nove elementos (divididos em arconte-rei, polemarca e tesmotetas) mais um secretário, eleitos por sorteio e sujeitos a um exame ou doquimasia antes de assumirem funções. Competia-lhes desempenhar uma grande variedade de tarefas: o arconte-rei dava nome ao ano em curso, detinha poderes para julgar casos relacionados com a família, a religião e as faltas para com a mesma e pontificava num pórtico denominado Stoa Basileios, situado na Ágora; o polemarca era comandante supremo das milícias, ocupava-se dos funerais dos cidadãos mortos em combate e dos assuntos que diziam respeito aos estrangeiros e aos metecos; e os tesmotetas eram os zeladores das leis. Todos eles deviam cumprir a chamada eutina no fim das suas funções, apresentando um relatório pormenorizado dos seus atos e decisões. Os arcontes retirados integravam o Areópago, organismo que zelava pelo património público e se sediava junto à Acrópole, na colina de Ares. Cerca do século V passou esta incumbência para a Bulé ou Conselho dos Quinhentos.
Como referenciar: arconte in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-07 17:07:09]. Disponível na Internet: