arcos insulares

Arcos insulares são conjuntos de ilhas, a maior parte das vezes vulcânicas, que se distribuem num ou mais alinhamentos curvos formando arcos com a cavidade geralmente voltada para o largo.
Como uma grande parte da atividade sísmica e vulcânica mundial ocorre nestas zonas, são considerados elementos essenciais das zonas de geodinâmica ativa do globo terrestre.
A repartição dos arcos insulares praticamente coincide com as grandes cinturas orogénicas, onde se continuam a formar as grandes cadeias montanhosas. O arco insular mais conhecido é o arco japonês, que pertence à cintura peripacífica. Os outros arcos insulares pertencem à cintura denominada Tetiniana, cujo nome deriva do mar de Tétis, hoje desaparecido. Nestas cinturas encontram-se os arcos das Antilhas, no limite do Oceano Atlântico com o Mar das Caraíbas, os arcos tirreno e egeu no Mar Mediterrâneo, o arco da Indonésia no Oceano Índico e o arco das Sandwich do Sul no Atlântico Central. Muitas ilhas, vulcânicas ou não, constituem arcos insulares, pois encontram-se na plataforma continental, que prolonga as estruturas e, por vezes, o vulcanismo do continente vizinho. É o caso das ilhas Canárias, ao largo da costa marroquina. As ilhas intra-oceânicas podem não formar arcos insulares, como acontece nas ilhas de Hawai, Polinésia, Açores e Santa Helena. Estas ilhas intra-oceânicas apresentam um vulcanismo basáltico, e não um vulcanismo andesítico, que é o que caracteriza os arcos insulares. A formação dos arcos insulares está ligada à subducção oceânica que se encontra separada dos bordos continentais por um mar marginal. Algumas vezes, os arcos insulares existem em pleno domínio oceânico. É o caso do arco das ilhas Tonga - Kermadec, no Sudoeste do Oceano Pacífico. Um arco insular existe sempre sobre um plano sísmico, denominado de Benioff, sobre o qual se encontram focos sísmicos, que podem atingir a profundidade de 700 quilómetros, e que corresponde ao prolongamento da placa oceânica sob o arco insular.
Um arco insular apresenta como elementos estruturais uma fossa ao nível da qual se produz a subducção; um arco frontal vulcânico, cujo vulcanismo é recente (alguns milhões de anos) do tipo andesítico que se apoia sobre terrenos mais antigos, sedimentares, metamórficos e magmáticos, e uma bacia marinha que pode evoluir para um mar marginal de dimensão, mais ou menos significativa. O mar marginal, em geral, limita o continente vizinho.
Os arcos insulares atuais não são mais que um estádio numa evolução que conduz à formação de cadeias de montanhas.
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