Arganil


Aspetos Geográficos
O concelho de Arganil, do distrito de Coimbra, situa-se na Região Centro (NUT II) e no Pinhal Interior Norte (NUT III). É limitado a norte por Tábua e Oliveira do Hospital; a oeste por Penacova e Vila Nova de Poiares; a sul por Góis e Pampilhosa da Serra; e a este por Covilhã e Seia, do distrito da Guarda. O concelho estende-se por uma superfície com uma altitude média de 172 metros e é atravessado por um profundo valeiro onde corre o rio Arouce, próximo da margem esquerda do Ceira, no sopé ocidental da Serra da Lousã. O concelho possui aldeias conservadas nas encostas da serra, como o Piódão, considerada desde 1978 como imóvel de interesse público. A Serra do Açor é considerada área protegida e possui espaços verdes privilegiados, como é o caso da Fraga da Pena e da Mata da Margaraça. Em Fraga da Pena existe uma cascata cuja queda de água tem cerca de 70 metros de altura, deixando os xistos a nu.
Tem uma área de 332,9 km2, que se subdivide em 18 freguesias: Anseriz, Arganil, Baril do Alva, Benfeita, Celavisa, Cepos, Cerdeira, Coja, Folques, Moura da Serra, Piódão, Pomares, Pombeiro da Beira, S. Martinho da Cortiça, Sarzedo, Secarias, Teixeira e Vila Cova do Alva. Em 2005, o concelho apresentava 13 283 habitantes.
O natural ou habitante de Arganil denomina-se arganilense.

História e Monumentos
Do património arquitetónico é de destacar a estação arqueológica da Lomba do Canho, onde se encontram testemunhos das ocupações neolítica e romana na região.
Arganil recebeu o primeiro foral em 1114, o qual lhe foi atribuído pelo Bispo, de Coimbra D. Gonçalo, e o segundo foral, atribuído por D. Manuel I, em 1514.
No início do século XIX esta vila foi vítima das invasões francesas, que devastaram grande parte do concelho.
A aldeia típica do Piódão é conhecida pelo casario em xisto, pelos telhados com a mesma laje e também pelo modo de vida dos seus habitantes, que vivem o seu dia a dia na prática da agricultura de subsistência.
A juntar a este património, são de referir alguns monumentos, como: os Paços do Município; o Santuário do Mont´Alto (séc.XVI); a Capela de São Pedro (séc. XIII), classificada como Monumento Nacional desde 1931; a Ponte de Três Arcos em Cantaria, erguida sobre a Ribeira da Moura, que remonta ao século XVIII, assim como as Alminhas e o Cruzeiros contíguos; a Igreja Matriz de São Salvador, inaugurada na noite de Natal de 1622; a Igreja Paroquial da Nossa Sra. da Natividade e a Igreja da Misericórdia, junto do Pelourinho Manuelino.O Mosteiro dos Folques é conhecido por Mosteiro de Arganil, por ser esta a vila mais próxima e mais importante na altura da sua construção.

Tradições, Lendas e Curiosidades
No concelho festeja-se o São João, a 24 de junho.
No que se refere às feiras, há um mercado semanal às terças-feiras e a Feira dos Santos a 1 de novembro.
O feriado municipal é a 13 de agosto, altura em que se realiza uma festa, uma romaria ea feira anual.
Como artesanato são de referir o trabalho do estanho e as rendas e, no caso concreto da freguesia de Benfeita, destacam-se as colheres de pau.
Como curiosidade, será de referir que em Coja, em tempos remotos, foi feita a exploração de ouro no leito do rio Alva.

Economia
O setor de atividade dominante, onde trabalham as populações mais jovens, é o secundário (50%), principalmente construção civil, que é uma atividade em crescimento no concelho. Dadas as ótimas condições físicas, a agricultura, a pecuária de subsistência e a exploração florestal são atividades que ainda subsistem no concelho, praticadas principalmente pela população mais idosa. O setor do comércio e dos serviços, comparativamente com alguns concelhos do distrito de Coimbra, tem pouca importância, predominando o pequeno comércio.
Como referenciar: Arganil in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-09-19 18:04:36]. Disponível na Internet: