Arte Rupestre

A arte rupestre surge como uma forma de expressão artística baseada na pintura e/ou gravura inscrita sobre uma superfície rochosa, normalmente em conexão direta com o período pré-histórico, embora surjam manifestações artísticas deste tipo em períodos muito posteriores.
Datam do Paleolítico médio (c. 100 000 a 35 000 a. C.) as manifestações de arte rupestre mais antigas conhecidas em território europeu. As zonas e centros mais representativos são a França (Dordonha, Vézère, Pirenéus), Espanha (Montes Cantábricos) e Portugal (Vale do Coa). Os espaços escolhidos são sobretudo as grutas, com exemplares soberbos em Altamira (Espanha) e Lascaux (França), embora surjam áreas mais amplas e complexas no exterior, como no complexo de arte do Vale do Coa. O "mundo" artístico do Paleolítico é representado sob a forma de pintura no interior das grutas e de gravura nas zonas rochosas ao ar livre. A temática é sobretudo animalista, frequentemente em associação com outros elementos gráficos, mas com predomínio do zoomorfismo.
O período pós-Paleolítico apresenta uma predominância de temáticas geometrizantes, antropomórficas, idoliformes e, por vezes, zoomórficas. Os motivos surgem em abrigos sob rocha, monumentos megalíticos e em núcleos mais ou menos concentrados de rochas. Predominam elementos gravados diversos, muito mais estilizados, mas também pinturas cromáticas (sobretudo vermelho-ocre), numa vastidão simbólica e "religiosa" difícil de interpretar.
As manifestações rupestres surgem de igual modo em diferentes partes dos continentes americano, asiático, austral e africano, com cronologias e temáticas diversas, mas sempre manifestando ideias, preocupações, e formas de vida e de metafísica próprias da comunidade humana local.
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