Artes Marciais

Designa-se por artes marciais um conjunto de disciplinas de combate oriundas do Oriente e popularizadas em todo o mundo a partir de meados do século XX. São disciplinas apreciadas pela auto-confiança que inspiram aos seus praticantes, bem como pelo bem-estar físico que proporcionam.
Entre as artes marciais orientais divulgadas no Ocidente encontram-se o Karate (de origem japonesa e certamente a modalidade mais praticada), o Aikido e o Kendo (também japoneses), o Kung-Fu (chinês), o Taekwon-Do (coreano) e o Viet-Vo-Dao (vietnamita). Algumas destas modalidades incluem o uso de armas tradicionais, como o Nunchaku (matracas) e o Bo (pau longo). O Jiu-Jitsu é uma arte japonesa que, sendo relativamente pouco conhecida, merece também referência, porque dela descende o Judo, moderno desporto olímpico.
Às artes marciais subjaz um código de valores e comportamentos estabelecido por tradição secular. Em rigor, não se trata de técnicas desenvolvidas para satisfazer espíritos belicosos (apesar do aproveitamento que delas se faz, por exemplo, no cinema), antes de disciplinas de há muito associadas, no Oriente, à educação física, à medicina e à religião. É inegável a ligação das artes marciais às necessidades da guerra, mas foi graças à sua dimensão fortemente ética que elas puderam sobreviver ao desaparecimento da ordem feudal na qual tiveram a sua origem.
O sentido verdadeiro destas disciplinas combina a integridade física com a mental: à eficácia e domínio da técnica junta-se o cultivo do respeito, da humildade e da sinceridade. É este, tanto quanto a auto-defesa, o objetivo visado pela prática das artes marciais.
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