Artur Azevedo

Escritor e jornalista brasileiro, Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo nasceu a 7 de julho de 1855, em São Luís, no Estado do Maranhão (Brasil).
Desde cedo manifestou vocação e gosto pelo teatro, começando rapidamente a escrever as suas peças de teatro. Iniciou a sua vida profissional no comércio e, em seguida, foi empregado na administração provincial, posto do qual foi despedido devido às sátiras escritas contra entidades governamentais. Em 1873, foi para o Rio de Janeiro, onde conseguiu um emprego no Ministério da Agricultura. Durante esse período, também lecionou Português, no Colégio Pinheiro, mas logo se dedicou ao jornalismo, colaborando com os jornais A Estação, Novidades, O País, Diário de Notícias, A Notícia. Utilizou vários pseudónimos, como Gavroche, Petrônio, Cosimo, Juvenal, Batista, o trocista, Doravante, Frivolino, entre outros. Artur Azevedo fundou as publicações literárias A Gazetinha, Vida Moderna e O Álbum, onde defendeu a abolição da escravatura através de artigos, de cenas de revistas dramáticas e de peças de teatro, como O Liberato e A Família Salazar (escrita com Urbano Duarte), que foi proibida pela censura imperial e que foi publicada, em 1884, com o título O Escravocrata.
Como escritor, destacou-se pelas suas peças de teatro, que focam a vida e o quotidiano da sociedade carioca, tais como A Joia (1879), A Almanarra (1888), A Capital Federal (1897), O Dote (1907). Dedicou-se também à poesia e aos contos. Relativamente ao primeiro género literário, Artur Azevedo, influenciado por poetas franceses, pertenceu à geração parnasiana de Alberto de Oliveira, Raimundo Correira e Olavo Bilac. Registou a sua poesia lírica e sentimental sobretudo através das obras Carapuças (1871), Sonetos (1876) e Rimas (1909). Quanto aos contos, que começara a redigir em 1871, publicou Contos Possíveis (1889), com dedicatória ao amigo Machado de Assis, Contos Fora da Moda (1894), Contos Efémeros (1897), Contos em Verso (1898), entre outros que foram reunidos postumamente.
Artur Azevedo, membro fundador da Academia Brasileira de Letras, faleceu a 22 de outubro de 1908, no Rio de Janeiro.
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