Ascêncio de Freitas

Ficcionista e jornalista português, Ascêncio Gomes de Freitas nasceu em 1926, na Gafanha da Nazaré, distrito de Aveiro, e faleceu em 2015 na Amadora, distrito de Lisboa.

Aos 22 anos, partiu para Moçambique, onde viveu durante trinta anos. Em 1978, regressou a Portugal, estabelecendo-se em Setúbal. Exerceu várias atividades, como a de administrador de uma grande empresa moçambicana, desenhador industrial, pintor de cartazes, criador de gado, caçador profissional, entre outras. Colaborou em jornais e revistas, tais como A Voz de Moçambique, Paralelo 20 e África.

Publicou o seu primeiro livro, Cães da Mesma Ninhada, em 1960. Seguiram-se depois vários títulos dos quais se destacam África Ida e Volta (1978), À Boca do Passado (1981), Crónica de D. António Segundo (1983), Cármen Era o Nome (1996), Na Outra Margem da Guerra (1999), Mentiras, Elefantes e Etcérera (2000) e Estória do Homem que Comeu a sua Morte (2002).

Em 1999, foi bolseiro do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, o que lhe permitiu escrever o romance A Paz Enfurecida (2003).

Recebeu o Prémio Vergílio Ferreira, em 1999, pela sua obra A Reconquista de Olivença (1999), o Prémio PEN Club Português, em 2000, pelo livro O Canto da Sangardata (2000), no qual apresenta uma crítica ao tempo colonial e pós-independente da história de Moçambique, e o Prémio Literário Ferreira de Castro da Câmara Municipal de Sintra, em 2002, com a obra A Noite dos Caranguejos (2003).

Com um pleno domínio da linguagem e com um grande sentido estrutural, as narrativas de Ascêncio de Freitas evocam, com um realismo arrebatador, as terras e o quotidiano africanos.
Como referenciar: Ascêncio de Freitas in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-11-30 17:50:28]. Disponível na Internet: