ascomicetes

Como a maioria dos fungos, quando em crescimento, são filamentosos. As suas hifas, em geral, são septadas. Os septos são perfurados permitindo a passagem através deles de núcleos e citoplasma.
Alguns ascomicetes são homotálicos e outros heterotálicos.
Na maioria deles, a reprodução assexuada ocorre pela formação de esporos denominados conídios que se desprendem da extremidade de hifas modificadas denominadas conidióforos. No ciclo de vida destes fungos não se encontram células flageladas.
A reprodução sexuada realiza-se sempre a partir da formação de um pequeno saco, denominado asco, uma estrutura característica deste grupo de fungos e daí a sua designação. A formação do asco ocorre no interior de uma estrutura, constituída por hifas enoveladas, o ascocarpo. Este pode ter forma diferente e é muitas vezes utilizado na classificação dos ascomicetes.
A geração dos ascos ocorre no mesmo núcleo que produz os conídios, sendo precedida pela formação de gametângios multinucleados.
Muitos representantes desta classe são parasitas e causadores de elevados prejuízos. Entre outros, podemos citar: os fungos que produzem a ferrugem dos castanheiros e olmeiros e que têm dizimado populações inteiras destas plantas; a cravagem do centeio que, embora não cause prejuízos elevados na produção de cereal, é perigosa, porque uma pequena quantidade desse fungo misturada com os grãos de centeio, pode causar enfermidades graves a animais domésticos e aos humanos que comam pão feito com a farinha proveniente desses grãos.
Há, contudo, alguns ascomicetes úteis aos humanos. Entre estes podem citar-se as leveduras, úteis na preparação de bebidas alcóolicas, na produção industrial do álcool, na indústria da panificação e pastelaria, na produção comercial de vitaminas, etc.
Um bolor do pão de cor salmão, a Neurospora, tem desempenhado um papel importantíssimo na história da Genética moderna.
Como referenciar: Porto Editora – ascomicetes na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-11-27 00:41:05]. Disponível em