Ashley Montagu

Antropólogo norte-americano, de origem inglesa, Montague Francis Ashley Montagu nasceu em Londres, no ano de 1905. Estudou nas Universidades de Londres, Florença e Columbia, nos Estados Unidos da América, onde se doutorou em Antropologia (1937), tendo-se naturalizado norte-americano em 1940. Seria, aliás, nos EUA que desenvolveria toda a sua carreira académica e docente.
Em 1950, enquanto professor da Universidade de New Jersey, Montagu foi responsável pelo Statement on Race para a UNESCO, que daria origem à obra como o mesmo nome publicada em 1951 e estaria na base do seu renome internacional como pensador social humanista, essencialmente preocupado com a relação entre os fatores sociais e a evolução física e comportamental do Homem.
No decorrer da sua longa e brilhante vida académica como professor, cientista e autor, Ashley Montagu conseguiu sempre conciliar as contribuições académicas com as preocupações com a praxis educativa e humanista. Assim, Montagu é reconhecido como um pensador crítico, cujo principal objetivo foi orientar os conhecimentos produzidos nas ciências sociais e naturais para o melhoramento da condição humana. O seu desejo de perseguir um equilíbrio constante entre os domínios científicos, educacionais e sociais-éticos levaram-no a debruçar-se sobre campos do conhecimentos muito diversos, desde a sociobiologia e a psicanálise, passando pelos direitos das mulheres, o amor, os cuidados no período pré-natal, até aos fatores sociais da agressão e do crime.
A ação e pensamento de Aslhey Montagu, como antropólogo e divulgador da ciência, conduziram a que a sua obra, extremamente versátil e vasta (Montagu publicou quase ininterruptamente até aos 83 anos de idade), se tornasse mundialmente conhecida, assim como o seu autor e as suas posições humanistas, valendo-lhe igualmente um conjunto alargado de prémios e títulos honoríficos.
Apesar da extensão da sua obra e da versatilidade que a caracteriza, Ashley Montagu deixa uma contribuição que se sobrepõe a todas as outras: a necessidade de se ter sempre em conta os diversos tipos de fatores, sociais e biológicos, e a sua interação, para compreender os comportamentos humanos e para fundamentar qualquer tipo de ação social e política.
Principais obras:
1938, Coming into Being Among the Australian Aborigines
1942, Man's Most Dangerous Myth: the Fallacy of Race
1951, Statement on Race
1953, The Meaning of Love
1953, The Natural Superiority of Women
1956, The Biosocial Nature of Man
1960, A Handbook of Anthropometry
1962, Culture and Evolution of Man
1974, Culture and Human Development
1976, The Nature of Human Agression
1981, Growing Young
1985, What we Know about Race
1986, Humanity Speaking to Humankind
1986, Living and Loving
1986, The Peace of the World
1988, The World of Humanity
1988, Coming into Being
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