Ataques Hunos

Os povos germânicos de origem nórdica, que viviam para lá do rio Danúbio e do rio Reno, a partir do século II d. C. deram início a uma vaga de migrações, vindo-se, perigosamente, a aproximar e fustigar das fronteiras do Império Romano.
Estes povos, com outros que ameaçavam Roma, receberam a designação de ''bárbaros'' porque não falavam a língua dos romanos, e, de acordo com uma visão tradicionalista, apresentavam uma cultura menos desenvolvida. Os povos invasores tinham uma economia rudimentar, baseada na agricultura e na pastorícia, faziam trocas diretas sem utilizarem grandemente a moeda, e desconheciam a escrita. Apesar destas limitações, estes povos guerreiros fabricavam armas de metais (lança, espada e machado) e dominavam a produção de peças de joalharia, em que aplicavam a técnica de esmalte.
Dentre os povos germanos destacavam-se as tribos dos Godos: os Visigodos e os Ostrogodos. Mais tarde no século V d. C., tribos germânicas como os Visigodos, os Vândalos, os Suevos ou os Alanos foram importunados por um outro povo, belicoso e com origem na estepes orientais: os Hunos.
Os Hunos eram um povo nómada de exímios cavaleiros, oriundo da Ásia, que conquistaram e aniquilaram boa parte o Império Romano do Ocidente.
Sob o comando de Átila, em 459, pilharam o Império Romano, e seguidamente misturaram-se com outros povos. Átila venceu os imperadores do Oriente e do Ocidente, e devastou as cidades da Gália, à exceção de Lutécia (atual Paris). Perto de Châlons, em 451, foi vencido pela coligação de Aécio, Meroveu e Teodorico na batalha dos Montes Cataláunicos. No ano seguinte (452) invadiu a Itália, que à sua passagem foi pilhada. Depois de atingir Roma, retirou-se para a Panónia (atual Hungria). Quando morreu, o Império dos Hunos, que ele criara, desintegrou-se. Segundo diversos historiadores, as invasões bárbaras precipitaram-se devido às movimentações dos Hunos e à pressão que colocaram sobre os povos vizinhos do Império Romano.
A ação dos Hunos foi, pois, decisiva para a queda de Roma e do seu império ocidental. Apesar da derrota de Átila, o destino da velha cidade imperial estava traçado: em 476 Roma era saqueada pelos Hérulos, que depuseram o último imperador, Rómulo Augusto.
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