auditoria

O conceito de auditoria quando analisado isoladamente assume um carácter genérico e corresponde a uma análise mais ou menos exaustiva de um ou mais elementos que caracterizam a situação de uma determinada organização. Essa análise é feita por regra por uma entidade externa à organização em causa no sentido de lhe conceder um desejável carácter de independência.
A organização que é alvo de uma auditoria corresponde na maior parte dos casos a uma empresa, mas pode tratar-se também de uma instituição, do próprio Estado, entre outras entidades.
Existem vários tipos de auditoria de acordo com o objeto da análise, com a entidade que a efetua e com a própria forma como é efetuada. O caso mais típico de auditoria é a chamada auditoria financeira ou contabilística.
A auditoria financeira consiste, genericamente, na análise exaustiva da informação financeira de uma determinada organização, efetuada por uma entidade qualificada e independente, com o objetivo de avaliar se a referida informação traduz de forma correta e fidedigna a posição financeira dessa organização no período de tempo considerado e no âmbito das regras vigentes na sociedade onde ela se insere. As entidades encarregues de efetuar as auditorias financeiras estão sujeitas a regras específicas, nomeadamente no que respeita à sua conduta ética e deontológica.
A informação financeira das organizações, que é preparada naturalmente pelos seus órgãos internos competentes, assume uma importância fulcral para um conjunto de entidades, facto que acentua a importância das auditorias financeiras como forma de garantir a veracidade dos dados em causa. De facto, as demonstrações financeiras (nomeadamente os mapas contabilísticos fundamentais demonstração de resultados e balanço) são a fonte da tomada de decisões por entidades ligadas à organização, como sejam os investidores, os trabalhadores, os financiadores, os fornecedores, os clientes, o Estado, ou mesmo o público em geral. Neste contexto, o facto de a informação ter sido eventualmente alvo de uma auditoria financeira é claramente um fator de confiança para todas as entidades referidas.
Para além da auditoria financeira, existem outros tipos de auditorias com objetos e características distintas, dos quais merecem destaque os seguintes: auditoria interna, que consiste numa avaliação independente das atividades e sistemas internos de uma organização que tem como destinatários os responsáveis da própria organização, que a utilizam como ferramenta de gestão; auditoria operacional, que consiste numa avaliação também de carácter interno (os destinatários são os seus responsáveis), mas mais aprofundada, de aspetos operacionais da atividade da organização como as compras e transportes, a produção, o controlo de qualidade, etc.; auditoria de gestão, que tem como objetivo avaliar até que ponto a atuação dos gestores de uma organização está a maximizar a eficiência e rendibilidade desta; auditoria de marketing, que consiste na avaliação da performance do departamento de Marketing da organização e da forma como é gerido o seu marketing-mix; auditoria fiscal, que tem como objetivo avaliar a informação fiscal da organização à luz das regras em vigor; auditoria previsional, interna ou externa, que está ligada à avaliação das perspetivas futuras de uma organização, traduzidas designadamente em estudos de viabilidade e projetos de investimento; auditoria informática, que tem como objetivo fundamental a avaliação da performance do sistema informático implementado numa organização; auditoria social, ligada à avaliação do impacto de uma organização em termos sociais (ambiente, confiança, etc.).
Como referenciar: Porto Editora – auditoria na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-12-08 12:39:28]. Disponível em