Augusto Pinochet

Militar e político chileno, Augusto Pinochet Ugarte nasceu a 25 de novembro de 1915, em Valparaíso, e faleceu a 10 de dezembro de 2006, em Santiago. Formou-se pela Academia Militar de Santiago do Chile em 1936, prosseguindo a sua carreira nas Forças Armadas até atingir o posto de general e, depois, de comandante-supremo, ainda durante o governo de Salvador Allende.
Em setembro de 1973, planeou e liderou o golpe de Estado no qual o presidente Salvador Allende perdeu a vida e o Governo, democraticamente eleito, foi deposto. Pinochet foi nomeado presidente da nova Junta Governativa e de imediato mandou silenciar a oposição (estima-se que tenham sido presas 130 000 pessoas), submetendo todo o país ao controlo rigoroso de militares que lhe eram fiéis. Em junho do ano seguinte, assumiu sozinho o poder no Chile. Em 1977, o seu governo foi condenado pela comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas, pela forma cruel com que tratava os presos políticos.
Em 1981, foi elaborada uma nova Constituição, onde se podia ler que Pinochet seria o presidente do Chile por mais oito anos. Enquanto esteve no poder, impôs um regime férreo, espalhando o terror e mantendo um controlo cerrado sobre os opositores políticos. Pressionado pela comunidade internacional, cumpriu em 1989 a promessa de realizar um plebiscito, no qual foi rejeitado pelo eleitorado (55% dos votantes exprimiram-se contra a sua permanência no poder). O democrata-cristão Patricio Aylwin veio a ser eleito presidente, mas Pinochet conseguiu manter-se como o mais alto responsável pelas Forças Armadas do país, até março de 1998, altura em que passou a ocupar o cargo, por ele criado, de senador vitalício. Em outubro do mesmo ano, foi detido no Reino Unido, para onde tinha viajado com o intuito de fazer um tratamento médico, tendo sido emitido um mandato de extradição para Espanha, país onde seria julgado por crimes de abuso dos Direitos Humanos. Ficou detido em prisão domiciliária e, em 2000, uma junta médica britânica declarou-o mentalmente incapacitado para enfrentar um julgamento pelo que Pinochet foi extraditado para o Chile. Uma vez posta em causa a sua sanidade mental, teve de resignar o lugar de senador vitalício, em 2002.
Nos anos seguintes à sua extradição para o Chile, várias tentativas de condenação foram feitas, mas todas elas negadas pelo mesmo motivo de saúde, até que, em maio de 2004, o supremo tribunal chileno o declarou capaz de enfrentar os julgamentos que lhe fossem imputados, retirando-lhe a imunidade. A partir de dezembro desse ano, foi novamente acusado de crimes cometidos contra a oposição política e, para além disso, de fraude e evasão fiscal.
Em novembro de 2005, Pinochet foi colocado em prisão domiciliária mas, em janeiro do ano seguinte, pagou a caução prevista pela lei de 10 milhões de pesos chilenos para poder responder em liberdade.
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