Australopithecus afarensis

Esta espécie existiu entre 3,9 e 3 milhões de anos, conhecida sobretudo a partir das jazidas de Afar (Etiópia) e Laetoli (Tanzânia). Possuía feições próximas às dos Primatas, com uma testa baixa, com uma estrutura óssea forte sobre os olhos, nariz plano e sem queixo. As mandíbulas apresentam-se proeminentes, com os molares bastante desenvolvidos. A capacidade craniana variava entre 375 e 550 cc.
O crânio é semelhante ao do chimpanzé, excetuando a dentição, mais próxima da humana. Os caninos são mais pequenos que os dos primatas atuais, mas maiores e mais pontiagudos que os humanos. Contudo, pélvis e osso das pernas são mais parecidos com os do Homem, não deixando margens de dúvida quanto à sua bipedia (adaptados de igual modo quer a caminhar quer a correr). Os seus restos ósseos demonstram a sua forte robustez. As fêmeas eram substancialmente mais pequenas que os machos, condição denominada por dimorfismo sexual. A altura variava entre cerca de 107 e 152 cm. Os dedos dos pés são mais curvos e proporcionalmente mais longos que no Homem, mas as mãos são semelhantes às humanas em muitos outros pormenores.

A grande maioria dos investigadores considera esta característica como uma evidência de que o afarensis estava parcialmente adaptado para trepar árvores, embora outros defendam que se trata de simples equipagem de evolução. O elemento da espécie mais conhecido e emblemático é "Lucy", descoberta em 1974 em Hadar, Etiópia, pelo investigador americano Donald Johanson.
Como referenciar: Australopithecus afarensis in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-04-21 19:43:02]. Disponível na Internet: