Áustria

Geografia
País da Europa Central. Estende-se por 300 km, de norte a sul, e por 560 km, de leste a oeste. Tem uma área de 83 870 km2. Faz fronteira com a Suíça e o Liechtenstein, a oeste; com a Alemanha e a República Checa, a norte; com a Eslováquia, a nordeste; com a Hungria, a leste; e com a Eslovénia e a Itália, a sul. As cidades mais importantes são Viena, a capital, com 1 504 100 habitantes (2004), Graz (216 100 hab.) (2004), Linz (184 800 hab.), Salzburgo (145 800 hab.) (2004) e Innsbruck (116 400 hab.) (2004). É um dos países mais montanhosos da Europa, com diversos picos a atingir mais de 3000 m de altitude.

Clima As regiões de menor altitude da Áustria apresentam um clima temperado continental, com invernos frios e verões quentes e húmidos, sendo mais acentuadas as diferenças térmicas anuais na parte oriental do país. As áreas montanhosas acima dos 1200 m de altitude (algumas atingem uma altitude superior a 3000 m) possuem um clima alpino, caracterizado por valores baixos de temperatura ao longo de todo ano (média anual inferior a 0oC) e abundantes nevões durante grande parte do ano.

Economia
A Áustria tem uma economia desenvolvida, de mercado livre, que se baseia na indústria e no comércio. O rendimento per capita é semelhante ao dos países da Europa Ocidental. A agricultura representa apenas 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e a maior parte do solo arável é aproveitada para o cultivo da forragem, da beterraba, da cevada, do trigo, do milho, da batata, do centeio, do nabo e das sementes de colza. Ao lado da produção do gás natural, do petróleo, do zinco, do chumbo, do ferro, da lignite e da magnesite, surgem o quartzo, a grafite, o gesso, a anidrite e o tungsténio. A produção industrial inclui material e aparelhos elétricos, produtos de metal, incluindo os de ferro e os de aço, produtos químicos, produtos alimentares, bebidas, tabaco, equipamento para transportes e materiais para a construção. Os produtos exportados são a maquinaria, os produtos químicos, o ferro e o aço, e destinam-se, principalmente, à Alemanha, à Itália e à Suíça. As importações provêm, sobretudo, da Alemanha e são constituídas pela maquinaria, pelo equipamento para os transportes, pelos produtos químicos, pelos produtos alimentares e pelo crude. A Áustria faz parte da Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA) e tem um acordo de comércio bilateral com a União Europeia (UE) desde 1973.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas,1999), é de 7,6.

População
A população da Áustria é de 8 192 880 habitantes (est. 2006), o que corresponde a uma densidade de 97,6 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são respetivamente de 8,74%o e 9,76%o; o crescimento demográfico resulta da chegada de imigrantes. A esperança média de vida é de 79,07 anos. O valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,929 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,924 (2001). Estima-se que em 2025 a população seja de 8 333 000 habitantes. Os austríacos representam 93% da população, sendo os naturais da ex-Jugoslávia e os Turcos as comunidades imigrantes mais significativas. A religião com maior expressão é a católica e a língua oficial é o alemão.

Arte e Cultura
A cultura contemporânea da Áustria tem uma herança extremamente rica, como é o caso da arquitetura e da poesia, que remontam à Idade Média. Mas a maior contribuição da Áustria no campo cultural é a música, tradição que ainda hoje persiste. Dos maiores compositores austríacos, destacam-se Joseph Haydn, Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Schubert, Johann Strauss pai e Johann Strauss filho. Arnold Schoenberg, Alban Berg e Anton von Webern encontram-se entre os fundadores da música moderna. Na literatura, embora seja considerada um prolongamento da cultura alemã, existem vários escritores importantes, como Franz Grillparzer, Johann Nestroy e Ferdinand Raimund, do século XIX, e Hugo von Hofmannsthal e Arthur Schnitzler, do princípio do século XX. Durante o século XX, os escritores de reputação internacional têm sido Stefan Zweig, Robert Musil e Peter Handke. Entre os primeiros criadores da pintura moderna encontram-se Oskar Kokoschka e Alfred Kubin. A Ópera Nacional de Viena, totalmente reconstruída após a Segunda Guerra Mundial, é tão conhecida como as óperas de Milão, Hamburgo e Munique. As galerias de arte da Áustria encontram-se entre as mais famosas da Europa, devido à opulência dos seus interiores.

História
Em 1278 teve início o domínio dos Habsburgos na Áustria, o qual durou até 1918. Durante vários séculos a família real manteve um reino centrado na Áustria, na Boémia e na Hungria, para além de também conseguir aniquilar os movimentos protestantes e lutar contra as invasões turcas. No início do século XIX, as guerras napoleónicas trouxeram a dissolução do Sacro Império Romano-Germânico e a criação do Império Austríaco, que tentou assegurar a supremacia interna entre os estados alemães. Entretanto, quando os Austríacos saíram vencidos de uma pequena guerra contra a Prússia, em 1866, a Áustria foi forçada a dividir o seu império. Em 1867, foi formado o Império Austro-Húngaro.
Em 1914, o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, em Sarajevo, por um nacionalista sérvio, foi a gota de água que levou as nações à Primeira Guerra Mundial. No final da guerra, o Império Austro-Húngaro ficou dividido em vários estados independentes, passando a Áustria a ser uma república. Embora alguns austríacos defendessem a união com a Alemanha, a Liga das Nações não o permitiu, e, nas duas décadas seguintes, a Áustria lutou para conseguir manter a independência perante a crescente ameaça alemã, com o avanço nazi, concretizado em 1938, e com a anexação do país por Adolf Hitler.
A república foi restaurada em 1945, depois da Segunda Guerra Mundial. Mas as forças aliadas permaneceram no território até 1955 e só saíram depois de a Áustria prometer manter a neutralidade, não se confederar com a Alemanha de Leste nem com a Alemanha Ocidental e não voltar a ser dominada pelos Habsburgos. Os governos do após-guerra foram dominados por coligações entre os socialistas e o Partido Popular. A partir dessa altura a Áustria desenvolveu um grande consenso interno, para além da prosperidade e da estabilidade económicas.
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