Avô

O concelho de Oliveira do Hospital é composto por 21 freguesias, entre as quais a de Avô. Dista 17 quilómetros da sede do concelho, é banhada pelo rio Alva e possui cerca de 1300 habitantes (2001). Avô foi habitada pelos Romanos, que andavam na pesquisa de minérios de chumbo e de ouro, e que talvez fossem os fundadores do castelo, que hoje se apresenta muito degradado. Posteriormente foi ocupada pelos Árabes. Foi couto de D. Afonso Henriques e pertenceu a D. Urraca, filha bastarda deste rei. Chamou-se primitivamente Couto de Avao, porque para entrar no burgo era preciso atravessar "a vau" o rio Alva e a ribeira de Moura. Mais tarde passou para a Mitra de Coimbra. O seu primeiro foral data de 1187 e o novo foral de D. Manuel é de 1514. Foi sede de concelho, extinto em 1855.
Aqui nasceu o poeta-guerreiro Brás Garcia Mascarenhas, autor do poema épico "Viriato, o Trágico". Também aqui viveu o médico e poeta Vasco de Campos. Na vila pode visitar-se a Igreja Matriz, do século XII, remodelada no século XVIII, e que foi mandada erguer por D. Afonso Henriques; a ermida ou capela de S. Miguel, situada nas ruínas do castelo, e em cujo interior existe um conjunto de objetos que foram utilizados nos rituais fúnebres de Brás Garcia de Mascarenhas; a casa de Brás Garcia de Mascarenhas, localizada no caminho para a ilha do Picoto, que corresponde a um solar quinhentista de janelas manuelinas; e ainda a casa municipal, medieval, onde funcionavam o tribunal e a cadeia do antigo concelho de Avô. Atualmente é a sede da Junta de Freguesia, posto médico e sede da Associação Recreio Filarmónica Avoense. Mesmo em frente existe um pelourinho do século XIV, manuelino, do tipo "pinha". A ilha do Picoto, situada no centro da vila, permite fazer piqueniques e apanhar banhos de sol na praia fluvial do Alva e observar o Cruzeiro Comemorativo do 8º Centenário da Fundação de Portugal e o 3º da Restauração. Situado à entrada da vila, para quem vem de Côja, pode observar-se o maior semprevirens (cipestre dos cemitérios) do país, que, segundo consta, foi mandado plantar há cerca de 400 anos por Brás Garcia de Mascarenhas.
Os pratos típicos da região são as tigeladas e o peixe de rio. Existe uma pensão na freguesia e o artesanato baseia-se na produção de tapeçarias, tecelagem e latoaria.
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