Azim Premji

Milionário indiano nascido em 1946. Aos 21 anos, para poder tomar conta da empresa de especiarias do pai após a morte deste, teve de abandonar os estudos de engenharia na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos da América. Viria a licenciar-se em Engenharia trinta e três anos mais tarde na mesma instituição.
Azim Premji transformou a empresa do pai, a Western India Vegetables Products (Produtos Vegetais da Índia Ocidental), conhecida por Wipro, numa das mais importantes a nível de software informático.
Apesar da marca Wipro não ser conhecida do grande público, tem por clientes empresas como a Alcatel, a Nokia, a General Electric, a Thomson e a Microsoft.
O crescimento da Wipro começou na década de 70, numa época em que o governo indiano lançou uma campanha para favorecer a indústria local, nomeadamente através de transferência de tecnologias. Estas medidas acabaram por afastar do país marcas como a IBM e a Coca-Cola.
Premji achou que era a oportunidade de substituir a IBM e evoluir no mundo da informação. Começou então a fabricar computadores nas próprias instalações das empresas estrangeiras. Graças a uma mão de obra barata, os produtos da Wipro eram 70 por cento mais acessíveis, com a particularidade de serem de boa qualidade. A sua empresa foi a primeira no mundo a receber uma certificação CMMi 5, prémio que distingue a qualidade de empresas informáticas.
Em 1996, a Wipro instalou-se em Bangalore, capital do estado indiano de Karnataka, numa zona destinada às empresas de tecnologias avançadas. A sede está dotada de piscina, courts de ténis e recintos desportivos para os funcionários. Sendo a Índia um país com infraestruturas frágeis, Premji mandou instalar três geradores a gasóleo para não haver interrupções na laboração quando ocorrem cortes de energia, bastante frequentes. Como os transportes públicos também não funcionam nas condições desejadas, a empresa aluga autocarros para transportar os funcionários.
Premji, tido como um homem simples, trabalha doze a catorze horas por dia, veste todos os dias o uniforme da firma e almoça frequentemente com os funcionários na cantina.
O seu carro é já um modelo antigo e nas deslocações recorre sempre a hotéis modestos.
Durante uma semana, no início de 2000, Premji chegou a ser o segundo homem mais rico do Mundo, atrás de Bill Gates, mas a queda do valor das tecnologias fez com que até ao final desse ano reduzisse para um oitavo a sua fortuna. Mesmo assim, manteve-se como o mais rico da Índia.
Nesse mesmo ano, fundou a Wipro Cares, uma fundação destinada a apoiar na educação de crianças desfavorecidas.
Ainda em 2000, foi eleito o homem de negócios do ano na Índia.
É conselheiro do Primeiro-Ministro indiano em matéria de informação tecnológica.
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