balonismo

Esta modalidade desportiva remonta ao séc. XVIII. Embora seja reconhecida a data de 1783 como a mais correta, época em que foi realizada, no Palácio de Versalhes, a primeira subida a 500 metros de altura em balão pelos irmãos Montgolfier, 1709 é também uma data possível, uma vez que em Portugal, em Lisboa, o padre Bartolomeu de Gusmão conseguiu elevar do chão o seu balão ("passarola") a quatro metros de altura.
Entretanto, o balonismo desapareceu de Portugal para só voltar muito recentemente pela mão de alguns entusiastas que consideraram que o balonismo desportivo poderia ter sucesso entre os portugueses. Em maio de 1997, depois de muitos esforços, realizou-se a I Travessia de Portugal em Balões de Ar Quente. O ano de 1999 ficou na história do balonismo como marco da I Volta ao Mundo em balão de ar quente. Existem duas variantes na prática do balonismo: o balão cativo, que se encontra ligado a um cabo que facilita a subida e a descida do balão, sendo recolhido através de um gancho, e o balão livre (ou não cativo) que se aproveita das correntes de ar e é orientado na direção desejada arremessando o lastro (normalmente sacos de areia) ou insuflando gás, que é normalmente o método mais utilizado.
Um balão é constituído pelo envelope (vulgarmente designado por balão), feito em nylon, e por um cesto de verga, sobre o qual é montado o queimador que controla a altitude utilizando gás propano para aquecer ou arrefecer o ar do balão. Se aumentarmos a temperatura o balão sobe, se reduzirmos o calor o balão desce. No topo do balão existe também um dispositivo, normalmente denominado paraquedas, que serve para libertar ar quente e permitir uma descida mais rápida do balão.
A velocidade e a direção do vento são as componentes necessárias para que o balão se desloque no ar e se estiver a chover ou o vento for superior a 10 Km/hora é aconselhável não subir.
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