banda sonora

A invenção do cinema sonoro teve como resultado a inclusão de música escrita ou adaptada para um determinado filme. É interessante verificar que o conceito de banda sonora como um registo musical que acompanha o filme do princípio ao fim é anterior ao próprio cinema sonoro. O cinema mudo era acompanhado, nos cinemas locais de todo o mundo por um músico, normalmente um pianista, que acompanhava as nuances psicológicas e emocionais da narrativa fílmica com música. A razão é que, provavelmente, no silêncio, era impossível que o público se envolvesse emocionalmente com o filme. A introdução do cinema sonoro fez com que este conceito (que funcionou tão bem antes) continuasse, apesar da introdução dos diálogos, do som ambiente e dos efeitos especiais sonoros. Assim, a banda sonora distingue-se das outras criações musicais pelo facto de ser pensada, criada ou adaptada para acompanhar uma narrativa audiovisual. A música faz parte indissolúvel do filme, acompanhando a intriga, transmitindo a aventura pessoal das personagens a quem por vezes se cola como uma segunda pele. São famosas as bandas sonoras de Nino Rota, Nicola Piovani, Henry Mancini, Giorgio Moroder, Maurice Jarre, John Barry, Michael Nyman, Ennio Morricone, Goran Bregovich (para filmes de Emir Kusturica), Bernardo Bonezzi (para filmes de Pedro Almodôvar), John Williams (habitual colaborador de Steven Spielberg), Herrman (para filmes de Alfred Hitchcock) ou Ryiuchi Sakamoto, apenas a título de exemplo, dado que este universo é vastíssimo. A banda sonora é, neste momento, uma forma de linguagem e parte da voz das personagens, contribuindo para a dimensão artística da transmissão de emoções e sentimentos no cinema.
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