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Barbara Morgan

Fotógrafa norte-americana, Barbara Morgan nasceu em 1900, no Kansas, nos Estados Unidos da América. Cresceu no sul da Califórnia e estudou pintura na Universidade da Califórnia. Depois de ver uma exposição de Edward Weston, sentiu-se atraída pela arte da fotografia.
Em 1925 viu as responsabilidades familiares crescerem ao casar com Willard Morgan (fotógrafo e editor). Como tinha menos tempo para a pintura, acabou por dedicar-se mais à fotografia como principal meio de expressão artístico.
Começou a tirar fotografias sem qualquer tipo de formação, parecendo procurar um ponto de fuga artístico, pois começou pelos retratos, naturezas mortas, fotomontagens, desenhos de luz e fotografia de dança. Entretanto, escreveu vários ensaios nos quais defende a fotografia experimental. Um dos mais importantes projetos em que se envolveu estava ligado à fotografia de dança, nomeadamente na criação de documentos e explicações de um novo tipo de arte. Barbara Morgan, modernista como era, foi capaz de capturar o verdadeiro carácter da dança moderna. Ao longo da sua carreira fotografou 32 dançarinos e coreógrafos, como Erick Hawkins, Jose Limon, Doris Humphrey, Louise Kloepper, Valerie Bettis, entre outros.
Os seus trabalhos mais conhecidos foram feitos em 1936 com a companhia de dança Martha Graham, tendo estas fotografias ganho inclusivamente um prémio do American Institute of Graphic Arts Trade Book Clinic.
Fotografando apenas a preto e branco, as suas imagens mais conhecidas são retratos de dançarinos, crianças e fotomontagens. As suas fotografias inserem-se em áreas importantes da história da arte, como o expressionismo e a manipulação da imagem fotográfica. Deste modo, e do seu ponto de vista expressionista, a fotografia não era essencialmente um meio de documentação, mas uma interpretação do seu sujeito. Imagens alteradas ou montadas, duplas exposições ou técnicas de exposição temporal foram apenas algumas das técnicas que usou para manipulação da fotografia. Técnicas que assumiam uma especial importância para Barbara Morgan porque a libertavam da ideia de que um fotógrafo poderia ser apenas um mero gravador ou copiador. Foi esta procura que conferiu às suas imagens características únicas e invulgares.
Ao longo de uma carreira de aproximadamente 70 anos, é de destacar o seu envolvimento como membro fundador da Aperture e a publicação de diversos livros de fotografia.
Morreu no ano de 1992, em North Tarrytown, Nova Iorque.
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