barómetro

O primeiro barómetro, inventado e construído por Evangelista Torricelli em 1643, era baseado nas observações de Galileu referentes ao limite de altura atingido pela água nas bombas de vácuo.
A sua experiência consistiu no enchimento de um tubo de vidro com cerca de 80 centímetros de altura, fechado numa das extremidades, submetido a vácuo e cheio com mercúrio. Este tubo foi invertido e mergulhada a sua extremidade aberta num reservatório cheio de mercúrio.
Torricelli verificou que a coluna de mercúrio estabilizou a 760 milímetros, sendo equilibrada pela pressão da atmosfera que atua na superfície do mercúrio do reservatório. Então, à pressão atmosférica normal a altura da coluna é de 760 milímetros, e esta pressão (atmosférica) é expressa por 760 mmHg (Hg é o símbolo químico do mercúrio). Com esta experiência ficou demonstrada a existência da pressão atmosférica e pela primeira vez mediu-se o seu valor.
Em 1666, o cientista irlandês Robert Boyle denominou este instrumento de barómetro (barómetro de mercúrio) e posteriormente o cientista Robert Hooke aperfeiçoou-o, introduzindo-lhe um quadrante graduado e uma agulha indicadora.
Os barómetros de mercúrio, como o descrito anteriormente são designados por barómetros de cisterna.
Uma variante dos barómetros de cisterna, é o denominado barómetro de Fortin, no qual o reservatório que contém o mercúrio está revestido de uma pele (geralmente camurça) e possui uma escala graduada a qual permite a leitura da altura de mercúrio.
Outro dos principais tipos de barómetros é o barómetro aneroide ou barómetro holostérico, no qual a coluna de mercúrio é substituída por uma caixa metálica, cuja tampa, convexa e flexível, se estende ou comprime, por ação da pressão atmosférica.
Este barómetro é menos preciso que o barómetro de mercúrio, mas é mais robusto.
Uma das principais aplicações dos barómetros de mercúrio e dos barómetros aneroides é a medição da pressão atmosférica em meteorologia.
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