barragem

A barragem é uma represa que pode ser feita com diferentes materiais como madeira, terra, pedra ou betão, servindo para reter água com fins domésticos, industriais e de rega, regularização de um rio, navegação ou ainda a produção de energia elétrica. Neste último caso, isso é possível pela passagem de água que aciona turbinas, aproveitando o desnível provocado pela barragem em relação ao leito normal do rio.
As barragens constituem importantes infraestruturas de produção de energia elétrica. Efetivamente, para uma parte muito significativa dos países do mundo constituem a fonte principal da energia elétrica consumida - seja pelas condições geográficas propícias, seja por opções de desenvolvimento político-económico, seja ainda pela falta de capacidade técnica para a implementação de outros tipos de produção massiva de energia.
A primeira central hidroelétrica do mundo foi construída em Appleton, nos EUA (em 1882), sendo a de Owen Falls (1954), no Uganda, a maior em capacidade (2 700 000 milhões de m3) e a de Rogun (1990), no Tajiquistão, a maior em altura (335 m). A barragem de Cahora Bassa (1974), em Moçambique, é a maior barragem construída por Portugal (com 63 000 milhões de m3 de capacidade).
As grandes barragens portuguesas são: Guilhofrei, Ermal, Ponte da Esperança e Senhora do Porto, no rio Ave; Alto Cávado, Paradela, Venda Nova, Salamonde, Caniçada, Vilarinho das Furnas, no rio Cávado, e Pisões no seu afluente Rabagão; Miranda, Picote, Bemposta, Pocinho, Bagaúste, Carrapatelo, Crestuma-Lever, no rio Douro, e Vilar no seu afluente Távora; Pego do Altar, Vale do Gaio e Campilhas, no rio Sado; Maranhão e Montargil, no rio Sorraia; Belver e Fratel, no Tejo; Pracana no rio Ocreza; Castelo de Bode, Cabril e Bouça, no rio Zêzere; Alvor e Silves, no Algarve; Lagoa Comprida, Loriga, Alforfa, Alto Ceira e Santa Luzia, na serra da Estrela; Aguieira, no rio Mondego e Alqueva, no Alentejo, no leito do rio Guadiana.
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