Batalha de Austerlitz

A Inglaterra, juntamente com a Áustria e a Rússia, baseadas na promessa de neutralidade da Prússia, forma em 1805 uma terceira coligação contra Bonaparte, que se fizera coroar rei de Itália. A atuação inglesa tinha por fim evitar que Napoleão atacasse a ilha britânica. O exército napoleónico atacou então os austríacos na Baviera, fazendo o general Mack capitular na batalha de Ulm em 20 de novembro de 1805. Apesar da derrota sofrida em Trafalgar, a 21 de outubro de 1805, Napoleão marchou sobre Viena, que viria a ocupar a 13 de novembro, indo depois ao encontro do exército austro-russo em Austerlitz, na província da Morávia. A 2 de dezembro, atraindo os inimigos para uma tática simulada de retirada, derrotou-os. Quando Napoleão ocupou o planalto de Pratzen, um espesso nevoeiro ocultava as suas tropas, não permitindo aos austríacos aperceberem-se da manobra do imperador. Caída a bruma no campo de batalha, deu-se o fulminante ataque francês. Com esta vitória retumbante, tudo parecia concorrer para a invencibilidade dos exércitos de França comandados por um só homem, que era para além de génio militar, um soberano absoluto.
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