Batalha de Caen

O general Montgomery pretendia tomar a cidade de Caen, um importante porto francês, via de comunicação e um centro ferroviário, numa operação rápida que foi mal sucedida; Caen só veio a cair em julho de 1944.
O insucesso de Montgomery na tomada de Caen no primeiro assalto mudou completamente a natureza tática da campanha. No início havia a possibilidade de os alemães aguentarem a frente contra as forças britânicas e trocar as suas reservas para a frente americana antes que os Estados Unidos tomassem Cherbourg, um porto necessário para os Aliados que fazia parte dos objetivos da frente americana. Consequentemente foram os britânicos e os canadianos que durante o mês de julho tiveram de atacar para suster as divisões de elite germânicas: a Panzer Grenadier e as restantes divisões Panzer.
Como atrás se disse, quando os Aliados foram incapazes de conquistar Caen no primeiro assalto do Dia D, a tática da batalha mudou. Era vital manter as divisões alemãs desequilibradas e concentradas na manutenção da frente. Tal facto aumentou a morosidade da linha de defesa germânica e impediu-os de se concentrarem no ataque na tentativa americana sobre Cherbourg. E provocou igualmente o lento avanço dos Aliados, facto que levou Eisenhower e outros comandantes a desconfiarem da liderança do até aí (e depois daí) largamente prestigiado Montgomery.
O preço desta iniciativa foi pago pelas divisões de infantaria aliadas, que tinham de atacar o inimigo com um arsenal superior num solo favorável à defesa alemã.
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