Batalha de Monte Cassino

Na realidade, segundo os peritos em história militar, foram duas batalhas pelo controlo do mosteiro, alcantilado no topo de um monte, dominando uma planície, no caminho para Roma, para as tropas vindas do sul. O desenrolar voraz das ações de guerra, contudo, aglutinou aquelas duas fases numa só batalha.
Os alemães, conhecendo o valor estratégico do monte, tomam-no durante a Segunda Guerra Mundial e ali aquartelam três divisões de infantaria e duas blindadas da Wehrmacht (exército terrestre alemão). Os Aliados pretendiam, no seu avanço a partir do Sul de Itália (1943), atingir Roma. Porém, "tropeçam" em Monte Cassino. Empenham, neste ataque, ao objetivo alemão, o Corpo Expedicionário Francês (que enfileirava também duas divisões magrebinas, uma marroquina e outra argelina), o II Corpo de Exército dos EUA, com duas divisões de infantaria, e o X Corpo de Exército Britânico, com três divisões. Atacam de norte para sul e atingem alguns objetivos estratégicos alemães, bem como alguns setores operacionais de apoio ao controlo do monte. Algumas colinas, rios e povoados a nordeste e a leste da montanha fortificada são tomados, sempre com encarniçados combates, destruindo-se também pistas de aviação e armazéns logísticos dos nazis.
Os alemães, todavia, resistem, contra-atacando e atingindo duramente os Aliados. As baixas aumentam dia a dia. As operações dos Panzer nazis causarão "matanças" desastrosas em algumas divisões aliadas. Os americanos conhecem reveses sérios. Os britânicos aguentam-se e as tropas ao serviço do General francês Juin conhecem alguns êxitos. O ataque aliado continua, porém, imparável.
A situação, em fins de janeiro, estava "empatada", embora os Aliados ganhassem aqui e ali alguns pontos fortes de defesa alemã, cuja artilharia, nesta altura, causava danos sérios nos ocidentais, principalmente na divisão texana dos EUA.
A 30 de janeiro, os alemães repelem um ataque pelo flanco sul de Monte Cassino. Atacam na vertente norte os Aliados e retomam posições. Os reforços alemães ainda vão chegando, através de pontos de apoio em seu poder a oeste do monte. A 10 de fevereiro, por exemplo, estes reforços permitem-lhes reter ataques ao mosteiro, fustigado pela artilharia e bombardeamentos aliados, reconquistando setores em seu torno.
Entretanto, a cidade de Cassino, na planície, era já dos Aliados. A neve, entretanto, começa a cair em força, emperrando as operações; os Aliados atacam vários pontos, inclusive o mosteiro. Nos montes vizinhos, os combates prosseguem: os Aliados pretendem capturar pontos elevados para bombardear o mosteiro. Os contra-ataques alemães começam a ser menos vitoriosos.
A 14 de fevereiro, a Quarta Divisão Indiana do Exército Britânico tenta o ataque ao mosteiro, mas é travada por nevões fortíssimos. Bombardeamentos aliados sucedem-se contra o mosteiro, onde os alemães resistem, abnegadamente, diga-se, entre ruínas: a defesa do mosteiro era imperativa, pois tratava-se do ponto forte da defesa oriental da Wehrmacht face a Roma. Repelem e resistem a ataques ao monte.
A 17 de fevereiro, porém, os Gurkhas da Quarta Divisão Indiana dos Britânicos atacam pela terceira e última vez o mosteiro, conseguindo, finalmente, vencer a resistência alemã, abrindo caminho ao avanço das restantes unidades aliadas. Depois de milhares de mortos e feridos e da destruição de um dos pilares do mundo cristão ocidental, os Aliados tinham Roma no "horizonte" e a Itália na mira.
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