Benjamin Netanyahu

Político israelita do partido conservador Likud, Benjamin Netanyahu nasceu em 1949, em Telavive.
Viveu durante muitos anos nos Estados Unidos da América, onde se licenciou em Gestão (no Massachusetts Institute of Technology) e se lançou nos negócios.
Certas experiências pessoais (um irmão morreu durante o desvio de um avião por terroristas e ele próprio foi ferido numa situação semelhante) levaram-no a fundar um instituto dedicado à realização de estudos e conferências sobre o terrorismo internacional, com o que se fez notar e encontrou apoios em diversos setores da Direita norte-americana.
Nos anos 80, foi embaixador de Israel em Washington e depois na Organização das Nações Unidas. De regresso ao seu país em 1988, foi eleito deputado e ocupou o cargo de vice-ministro dos Negócios Estrangeiros no Executivo de Yitzhak Shamir, ganhando influência crescente no partido e em várias áreas da governação.
Com a queda de Shamir, Netanyahu passou a liderar a Oposição no Parlamento. Depois de denunciar vivamente os acordos de paz estabelecidos entre o Governo trabalhista de Yitzhak Rabin e a OLP, ganhou as eleições legislativas de maio de 1996, tornando-se primeiro-ministro. A sua capacidade para gerir o processo de paz foi posta em causa, entre os motivos está o rompimento em dezembro de 1998 do acordo estabelecido em novembro do mesmo ano com o líder palestiniano (que previa a retirada das tropas israelitas da faixa ocidental), alegando incumprimento do lado palestiniano. Foram convocadas eleições antecipadas e Netanyahu perdeu para Ehud Barak, do Partido Trabalhista. Demitiu-se de líder do Likud, tendo sido substituído por Ariel Sharon.
Entretanto acusado de corrupção durante o seu mandato, foi ilibado de culpas permitindo-lhe, assim, continuar na política.
Em 2002, com a vitória de Ariel Sharon, foi ministro dos negócios estrangeiros, e ministro das finanças no ano seguinte. Demitiu-se do cargo em agosto de 2005, por desacordo com o Conselho de Ministros que aprovou a retirada de três colonatos da Faixa de Gaza. Segundo Netanyahu esta decisão contribui para o aumento de grupos terroristas islâmicos.
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