Bernardo Guimarães

Poeta e romancista brasileiro, Bernardo Joaquim da Silva Guimarães nasceu a 15 de agosto de 1825, em Ouro Preto, em Minas Gerais, no Brasil.
Em 1829, mudou-se com os pais para Uberaba, onde começou os seus estudos. Em 1842, aquando da revolução liberal, Bernardo Guimarães terá aderido aos legalistas contra os rebeldes.
Em 1847, inscreveu-se no curso de Direito na Faculdade de Direito de São Paulo, obtendo o bacharelato em 1852. O poeta, juntamente com os amigos Álvares de Azevedo e Aureliano Lessa, e com outros estudantes, fundou a Sociedade Epicureia (ou Casa de Satã), que se inspirava no romantismo excêntrico do poeta Lord Byron e cujas sessões abalaram a sociedade paulista. Entre 1852 e 1854, exerceu o cargo de juiz municipal, em Goiás. Em 1858, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, um ano depois, iniciou a carreira de jornalista e crítico literário no jornal Atualidade. Em 1861, regressou a Goiás, onde retomou o cargo de juiz municipal até 1863. No ano seguinte, partiu de novo para o Rio de Janeiro e, em 1866, passou a viver em Ouro Preto, onde foi designado professor de Retórica e Poética no Liceu Mineiro. A 15 de agosto de 1867, Bernardo Guimarães casou-se com Teresa Maria Gomes, com quem teve oito filhos e, em 1873, foi designado pelo Governo para o lugar de professor de Latim e de Francês, em Queluz (Minas Gerais).
Publicou vários livros dos quais se destaca o seu primeiro livro Cantos de Solidão (1852), que muitos críticos consideram a sua obra-prima em poesia, e a Escrava Isaura (1875), um romance que atingiu uma grande popularidade e que ficou internacionalmente conhecido, quando a Rede Globo adaptou o livro para telenovela.
A 10 de março de 1884, Bernardo Guimarães, o patrono da cadeira n.º 5 da Academia Brasileira de Letras, faleceu em Ouro Preto.
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