Biblioteca de Alexandria

A Biblioteca de Alexandria, no Egito, foi inaugurada a 16 de outubro de 2002, no local onde se pensa ter existido a sua antecessora, fundada no século III a. C.

A atual biblioteca pretende ser um dos centros de conhecimento mais importantes do mundo.

A estrutura, que tem o nome oficial de Bibliotheca Alexandrina, integra, para além da principal, quatro bibliotecas especializadas, laboratórios, um planetário, um museu de ciências e um de caligrafia e uma sala de congressos e de exposições.

A Biblioteca Tahan Hussein é especializada em cegos, a dos Jovens é dedicada a pessoas entre os 12 e os 18 anos, a das Crianças é para quem tem entre seis e 12 anos, e a Multimédia está dotada com dispositivos para CD e DVD, cassetes de áudio e vídeo, diapositivos e fotografias. Há ainda uma sala de microfilmes, uma de manuscritos e outra de livros raros.

Inicialmente, a ideia era dotar a biblioteca de oito milhões de livros, mas, como foi impossível angariar essa quantidade, ficou pela metade. Assim, foi dada prioridade à criação de uma biblioteca cibernética.

No local estão ainda guardados dez mil livros raros, cem mil manuscritos, 300 mil títulos de publicações periódicas, 200 mil cassetes de áudio e 50 mil de vídeo.

No total podem trabalhar na Biblioteca de Alexandria cerca de 3500 investigadores, que têm ao dispor 200 salas de estudo.

O teto da biblioteca é um disco com 160 metros de diâmetro reclinado, que parece estar, em parte, enterrado no solo. A entrada é feita pelo Triângulo de Calímaco, uma varanda de vidro triangular, assim chamada em homenagem ao bibliotecário que sistematizou os 500 mil livros da antiga biblioteca.

A sala de leitura tem vinte mil metros quadrados e é iluminada uniformemente por luz solar direta. Ao todo, a biblioteca tem onze pisos - sete à superfície e quatro subterrâneos - sustentados por 66 colunas de 16 metros cada uma.

As paredes sem janelas, revestidas a granito, que sustentam a parte do círculo que fica à superfície, têm incrustados os símbolos utilizados pela Humanidade para comunicar, como os caracteres dos alfabetos, notas musicais, números e símbolos algébricos, códigos das linguagens informáticas, etc.

O projeto da biblioteca é da autoria de uma firma de arquitetos noruegueses, a Snohetta. A construção demorou sete anos, mas a ideia nasceu em 1974.

Os principais financiadores da instituição foram a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e o governo egípcio, e o custo total da obra rondou os 200 milhões de euros.

A biblioteca original terá sido fundada por volta do ano 295 a. C. por Ptolomeu I Soter, rei do Egito, e desenvolvida pelo seu filho, Ptolomeu II. Na altura, terá albergado cerca de 500 mil obras. A biblioteca foi parcialmente destruída em 47 a. C., quando César incendiou a esquadra naval de Cleópatra.

O fogo alastrou à cidade e cerca de 40 mil volumes foram destruídos. A biblioteca antiga sofreu ainda mais três incêndios, nos anos 272, 391 e 640. Nesta última ocasião, o responsável foi o califa Omar I, um muçulmano que reconquistou Alexandria aos romanos.

Como referenciar: Porto Editora – Biblioteca de Alexandria na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-09-27 18:33:23]. Disponível em