Biblioteca Nacional de Paris

A Biblioteca Nacional de Paris constitui a obra-prima de Henri Labrouste (1801-1875) que, para além de arquiteto, revela ali a sua faceta de engenheiro.
Antes de alcançar o êxito como arquiteto com a conceção da Biblioteca Nacional (1861-1868), Labrouste tinha já projetado a biblioteca de Sainte-Geneviève (1843-1850), cujo interior é sustentado por colunas e abóbadas de ferro fundido. Foi a primeira vez que este arquiteto usou uma armação de ferro num edifício público.
Na Biblioteca Nacional o arquiteto fez um uso extensivo do ferro que sustenta uma estrutura de alvenaria. O espaço mais notável é a sala de leitura, povoada por finas colunas com os seus capitéis coríntios e cúpulas com claraboias envidraçadas que, elevando-se a mais de nove metros do solo, são o meio difusor de luminosidade no interior da sala. Tal como a sala de leitura, a sala de reservas é outra realização notável ao nível da cobertura, concebida inteiramente com vidro, provocando a penetração da luz difundida depois pelas claraboias do pavimento. O ferro aliado ao vidro concede a estes espaços um efeito notável.
Neste edifício, Labrouste revela duas vertentes da sua arquitetura. Se por um lado alcança um grande modernismo, por outro lado está presente um gosto convencional. Para além de ser considerado o iniciador da escola racionalista em França, foi também uma referência para a geração de arquitetos modernos posteriores.
Como referenciar: Porto Editora – Biblioteca Nacional de Paris na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-09-27 17:46:01]. Disponível em