Biblos (Fenícia)

Mencionada já nos textos egípcios e nas cartas de El-Amarna, Biblos adquire o seu nome por influência grega, sendo uma das mais antigas cidades da Fenícia.
Fica situada nas costas do Mediterrâneo, a 40 quilómetros a norte de Beirute.
Durante o IV milénio a. C., era considerada um centro de comércio e religioso muito importante, onde os egípcios se abasteciam de madeira, cobre e papiro. Nos finais do III milénio a. C., Biblos passa a ser dependente do Egito.
Tal como aconteceu com toda a Fenícia, esta cidade sofreu diversas invasões estrangeiras: no século XVIII a. C. foram os Hicsos e no século XIII a. C. os povos do mar.
Mais tarde, Biblos foi subjugada à Assíria, mantendo-se este domínio até ao século VII a. C.. Em 537 foi conquistada pelos Persas e englobada no império de Ciro, embora conservasse os seus reis, que ficaram subordinados ao sápatra que representava o Grande Rei. Com Alexandre Magno foi anexada ao seu império e manteve-se, mais tarde, sob a autoridade dos Selêucidas até que, finalmente, foi libertada por Pompeu.
Com Constantino, Biblos foi sede de bispado. No século VII caiu sob o domínio dos Árabes, mas foi reconquistada, mais tarde, pelos Cruzados. Esta reconquista levou a uma curta reemergência do Cristianismo, já que em 1266 foi, definitivamente, reconquistada pelos muçulmanos.
Hoje Djebail (Biblos) é uma cidade pequena, sede de bispado.
Esta cidade ficou conhecida pelos seus cultos pagãos, onde se venerava como divindade principal a deusa Baalath Gebhal, que também era venerada no Egito, tendo sido descoberto um templo em sua honra. Venerava-se, ainda, Adónis.
As escavações feitas no primeiro quartel deste século revelaram parte das muralhas fenícias de Biblos e dois templos, sendo um deles egípcio, datado do III milénio e dedicado à deusa de Biblos, o qual terá sido destruído por volta de 2200 a. C.; o outro templo data de alguns séculos mais tarde.
Durante estas escavações foram ainda descobertos túmulos reais, entre os quais é de salientar o de Ahiran (rei de Biblos, provavelmente no século XIII a. C.), e alguns vestígios que revelam a presença das civilizações grega e romana.
Esta área foi considerada Património Mundial pela UNESCO em 1984.
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