Bill Clinton

William Jefferson Blythe Clinton nasceu a 19 de agosto de 1946, em Hope, no estado do Arkansas, EUA. Clinton conseguiu realizar um percurso notável, quer no liceu, quer na universidade. Em 1968, ingressou no curso de Negócios Estrangeiros da Universidade de Georgetown, em Washington, enquanto trabalhava em part-time no gabinete do senador do Arkansas, William Fulbright, líder democrata que se opunha à guerra do Vietname.

Com a ajuda de Fulbright, conseguiu obter a bolsa de estudos Rhodes, com a qual passou dois anos na Universidade de Oxford, Grã-Bretanha. No regresso aos EUA, Clinton foi para a Universidade de Yale, onde concluiu o curso de Direito, tendo aí conhecido a sua futura mulher e colega de trabalho Hillary Rodham.
Em 1972, dirigiu as campanhas presidenciais do candidato democrata George McGovern, no Texas, e em 1976 as de Jimmy Carter, no Arkansas. Em 1974, não conseguiu obter um lugar na Câmara dos Representantes, todavia, dois anos depois foi eleito procurador-geral do estado do Arkansas.

Em 1978, com trinta e dois anos de idade, Clinton concorreu e conseguiu o lugar de Governador do Arkansas, tornando-se o mais jovem ocupante daquele lugar em quarenta anos. Em 1983 foi reeleito para a posição, tendo então conquistado quatro mandatos consecutivos. Nesse cargo reformou o sistema de ensino e promoveu o desenvolvimento industrial, no estado de Arkansas.

Em 1987, foi diretor da Associação Nacional de Governadores e, posteriormente, ascendeu à cúpula do partido como presidente da Associação dos Governadores Democratas.

Em outubro de 1991, Bill Clinton anunciou a sua candidatura, pelo partido Democrata, para a presidência dos EUA, concorrendo assim com o candidato republicano George Bush que detinha um bom índice de popularidade. No ano seguinte, Bill Clinton, com Al Gore a candidato a vice-presidente, ganhou as eleições presidenciais, derrotando George Bush em novembro de 1992. Tomou oficialmente posse como 42.o Presidente dos EUA, a 20 de janeiro de 1993.

No início do mandato, Clinton apresentou um programa de Governo que tinha como medidas base reduzir o défice orçamental e, simultaneamente, libertar verbas para investimentos públicos destinados a relançar a economia e a combater as graves situações de crise social. Seis meses após a sua posse, o Presidente enfrentou várias dificuldades: por um lado, a crise eminente na União Europeia face ao acordo celebrado com os EUA, no âmbito das negociações do GATT; por outro, o falhanço da reforma do sistema de saúde, criado por Hillary Clinton.

Em outubro de 1993, Clinton apoiou o acordo de paz entre Israel e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), sofrendo, contudo, uma quebra de popularidade por causa do fracasso da intervenção americana na Somália. A nível interno, surge o escândalo de WhiteWater (traduzido em transações imobiliárias irregulares envolvendo Clinton, quando governador do Arkansas) e o alegado envolvimento extra-conjugal, mantido durante doze anos com Gennifer Flowers.

Em 1994-95, Bill Clinton continua a política de redução de despesa pública ao seu nível mais baixo, porém realiza fortes investimentos na saúde, ciência, educação e segurança. Em abril de 1995, depois de trinta anos de guerra aberta e outros conflitos, os EUA assinam um tratado de relações diplomáticas com o Vietname. Em novembro de 1996 acentua-se a aproximação entre os EUA e a China e nesse mesmo mês Clinton inicia o seu segundo mandato, apoiado por metade do eleitorado, dado que a outra metade se absteve.

Em 1997, Clinton e Ieltsin, juntamente com os dirigentes da NATO, anunciam o desmantelamento dos mísseis apontados para a Europa Ocidental. Na política interna, Clinton continuou a sua cruzada contra as empresas tabaqueiras e incrementou o programa espacial - viagem exploratória de Marte com a nave Pathfinder. A nível económico, esses últimos anos caracterizaram-se por uma tendência progressiva de diminuição da taxa de desemprego (5%), do nível da inflacção (3%) e pela manutenção de uma balança orçamental positiva.

O segundo mandato ficou igualmente marcado pelas alegadas acusações de assédio sexual a Paula Jones e pelo mediático caso extra-conjugal com uma estagiária da Casa Branca, Mónica Lewinski. Este caso chegou a constituir uma ameaça para a vida política de Clinton, tendo havido investigação e julgamento, facto que levou o presidente a fazer várias declarações ao povo americano.

Em 2000, após um conturbado período eleitoral, Bill Clinton foi substituído no cargo por George W. Bush.
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