Boémia Nova: revista de litteratura e sciencia

Revista lançada em Coimbra, em 1889, sob a direção de "Dr. Fausto" (Alberto de Oliveira, António Nobre, Alberto Osório de Castro). Acusando a decadência intelectual de Coimbra, a ausência de boémia literária, de um cenáculo ou sequer de um órgão onde os jovens escritores possam dar a conhecer o seu trabalho, o artigo inaugural, "Para começar", apresenta como objetivo da publicação a criação de um jornal académico que permita recolher a colaboração dos "novos" e, ao mesmo tempo, pôr os "leitores a par do importante movimento literário e scientifico", das "ideias modernas, de orientação moderna de modernisima eschola". Com o lançamento, no mesmo ano, de Os Insubmissos, por Eugénio de Castro, João Menezes e Francisco Bastos, revista criada com um intuito deliberado de rivalizar com a Boémia Nova, gera-se uma polémica entre as duas publicações, de início despoletada por acusações mútuas de plágio e centralizada, a partir de dado momento, na questão da cesura do alexandrino, jogando-se neste conflito a emergência dos movimentos simbolista e decadentista em Portugal.
Como referenciar: Boémia Nova: revista de litteratura e sciencia in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-04-05 09:43:33]. Disponível na Internet: