bomba de hidrogénio

A bomba de hidrogénio (que se encontra rodeada por matéria hidrogenosa, tal como deutério ou deuterídio de lítio) é ativada por meio de uma bomba atómica de plutónio aproveitando a fusão nuclear. A explosão da bomba interior de fissão nuclear (bomba de plutónio) aquece em poucos segundos e a mistura de lítio e deutério circundante atinge temperaturas de cerca de 100 milhões de graus e fornece, além disso, um fluxo de neutrões extremamente intenso, que por sua vez continuam a reagir em cadeia.
São os neutrões que transformam o lítio em trítio (isótopo do hidrogénio) e depois, com o calor de explosão da bomba de fissão, o trítio combina-se com o deutério para formar hélio. Devido a esta reação liberta-se instantaneamente uma grande quantidade de energia adicional e a bomba de fusão explode.
Existem dois tipos de bombas de hidrogénio: a líquida e a sólida. A primeira é composta por trítio e deutério, o seu peso é elevado e deve ser mantida congelada.
A segunda é composta por deuterídio de lítio (LiD) e é mais fácil de transportar.
A primeira bomba H experimental, produzida pelos EUA, explodiu em 1952, perto do atol de Bikini. Em 1953 foi experimentada pela União Soviética a primeira destas bombas com possibilidades de utilização bélica.
A maior explosão até agora produzida foi de uma bomba de hidrogénio com 58 megatoneladas, que explodiu no Ártico, em 1961, e pertencia à União Soviética.
Como referenciar: bomba de hidrogénio in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-09-21 22:38:34]. Disponível na Internet: