Borba


Aspetos Geográficos
O concelho de Borba, do distrito de Évora, localiza-se na Região do Alentejo (NUT II) e no Alentejo Central (NUT III). Ocupa uma área de 144,9 km2 e abrange quatro freguesias: Matriz, Orada, Rio de Moinhos e São Bartolomeu.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 7562 habitantes. O natural ou habitante de Borba denomina-se borbense.
O concelho encontra-se limitado a norte por Monforte (distrito de Portalegre), a nordeste pelo concelho de Elvas (distrito de Portalegre), a oeste por Estremoz, a sul por Redondo e a sudeste por Vila Viçosa.
Possui um clima de influência marcadamente mediterrânica, caracterizado por uma estação seca bem acentuada no verão. A precipitação ronda os 500 mm entre os meses de outubro e março e os 170 mm no semestre mais seco, sendo bastante irregular.
Apesar de ser essencialmente um território de morfologia suave, destacam-se algumas áreas com altitudes acentuadas, como a serra de Janelas (447 m), a Foupana (400 m) e o Vale de Zebro (334 m).
Como recursos hídricos, possui a ribeira de Alcravissa.

História e Monumentos
Estas terras foram conquistadas aos Mouros por D. Afonso II, em 1217.
Em 1302 Borba recebeu foral, o qual foi renovado posteriormente, em 1512, por D. Manuel I.
Entre 1662 e 1665, durante a invasão dos Castelhanos, liderados por D. João da Áustria, foi completamente destruída, incluindo os arquivos da vila. A ocupação castelhana terminou em 1665, com a vitória do exército português sobre os Castelhanos em Montes Claros, comandado pelo marquês de Marialva e pelo conde de Schomberg.
No que se refere ao património histórico e arquitetónico, destaca-se o Castelo de Borba, do século XIV, do qual subsistem apenas as ruínas. De destacar ,a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves, fundada em 1420, um templo de três naves com seis tramos de colunas toscanas de mármore e abóbadas de aresta, tendo uma das capelas um túmulo assente sobre leões. A Igreja de S. Bartolomeu, da segunda metade do século XVI, de estilo renascença, é notável pelos azulejos e pelos mármores. De referir, ainda, a Capela de Nossa Senhora da Vitória, datada de 1665, um testemunho comemorativo da vitória dos Portugueses sobre os Castelhanos, na batalha dos Montes Claros, a 17 de junho de 1665.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Das manifestações populares e culturais do concelho merecem referência a festa e romaria de S. Tiago, realizada a 12 e 13 de julho; a festa de Nossa Senhora da Orada, que ocorre no primeiro fim de semana de agosto; a feira dos Santos, a 1 e 2 de novembro; a Feira da Pascoela; a festa de Santa Bárbara, na segunda-feira de Páscoa; a festa do Senhor Jesus dos Aflitos, no fim de semana coincidente com o terceiro domingo de agosto, e a festa da vinha e do vinho, que decorre na primeira quinzena de novembro.
A nível de artesanato de salientar a cestaria e os trabalhos em mármore.
Como instalação cultural, destaca-se a Biblioteca Calouste Gulbenkian.

Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor secundário, com destaque para as indústrias transformadoras de mármore. O setor primário mantém um peso significativo.
Borba é uma zona de rochas ornamentais, uma das mais ricas do país, e a extração de mármores é o motor da economia da região.
No que se refere à agricultura, destacam-se o cultivo de cereais para grão, de prados temporários e de culturas forrageiras, da vinha, do pousio, do olival e de prados e pastagens permanentes. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de aves, ovinos e suínos.
Quase 30% (833 ha) do seu território encontra-se coberto de floresta. As principais espécies arbóreas são a azinheira, os olivais e os sobreiros.
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