brechificação

A maioria dos minerais componentes das rochas não estão em equilíbrio mútuo. Os constituintes das rochas magmáticas plutónicas formaram-se a temperaturas diferentes uns dos outros e os primeiros têm composição diferente dos formados mais tardiamente. Os das rochas vulcânicas, em virtude de não terem tido tempo de ordenar adequadamente as suas partículas por falta de tempo, encontram-se num estado meta-estável. Nas rochas sedimentares, que são integradas por minerais gerados por processos muito diferentes, estes não estão também em equilíbrio estável. Além disso, em todos os tipos de rochas os minerais formaram-se em condições de pressão e temperatura ambientais. Sempre que as condições de formação se alteram os minerais entram em desequilíbrio.
Em muitos casos predomina a pressão orientada, consequência do atrito que se origina entre porções da crosta terrestre quando ocorrem deslizamentos entre elas (sobretudo falhas e mantos de carreamento). Nesses casos os minerais são triturados, principalmente na proximidade da superfície de deslizamento. Em consequência desta trituração originam-se rochas geralmente denominadas cataclásticas. Dependendo da intensidade do processo, a trituração pode ser mais ou menos intensa, originando a brechificação, que dá origem a rochas denominadas, desde o trabalho de Higgins (1971), brechas tectónicas e de uma maneira muito abreviada por milonitos.
O atrito é sempre acompanhado de libertação de energia em forma de calor, o qual se manifesta em certos minerais originados devido ao incremento térmico fornecido por estas reações.
Contudo, na maioria dos casos, os seus efeitos não são apreciáveis em comparação como os originados pela deformação, que é o que determina a textura da rocha, muitas vezes sem modificar a composição mineralógica primitiva.
Como referenciar: Porto Editora – brechificação na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-12-05 13:39:56]. Disponível em