Cabo da Boa Esperança (obra)

O segundo livro publicado por Sebastião da Gama constitui um canto de coragem e de esperança que logra a tragédia pessoal de um poeta que pressente a iminência da morte. O otimismo imprime às composições de Cabo da Boa Esperança o cunho de programa de luta contra a desistência do sujeito poético, que, animado pela fé em Deus ("Hoje Deus é verdade"), proclama que não haverá doravante "nem um gesto/ que não seja bandeira desfraldada/ ou vela de navio" ("Largada"), e de reação contra o derrotismo próprio e alheio, num alento que se estende a todos os que no "País Desgraçado", "tinham desistido" e que depois de "batalhas malogradas,/ pegaram novamente nas espadas,/ dispostos a vencer ou a morrer".
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