cadeias montanhosas intracontinentais

Quando a colisão de placas convergentes é contínua, após os primeiros grandes cavalgamentos, as deformações experimentadas pelas cadeias montanhosas em formação ocorrem totalmente em zonas continentais, pois a crosta oceânica foi absorvida. Formam-se assim as cadeias intracontinentais. As deformações experimentadas pelas montanhas em formação são cada vez menos influenciadas pela assimetria mecânica provocada pela subducção inicial. O tipo de deformação modifica-se progressivamente, tendendo para estruturas mais ou menos simétricas desenhando uma protuberância à escala da crosta terrestre ou uma deformação caracterizada pela ocorrência de grandes levantamentos ou por uma combinação dos dois tipos.
Um exemplo típico de uma montanha intracontinental é a dos Himalaias. Os grandes cavalgamentos ocorrem na margem norte-indiana a seguir à colisão continental. O encurtamento daí resultante, calculado em menos de 1000 quilómetros, não foi suficiente para absorver toda a superfície indiana deslocada para o Norte. O resto do movimento, pelo menos 1000 quilómetros, é devido à penetração da Índia na Ásia e por uma intensa deformação intracontinental atrás dos cavalgamentos frontais.
A penetração da Índia na Ásia é confirmada pela forma da bordadura do Norte da Índia e pelo estudo paleomagnético de rochas de diferentes idades da Índia e do Tibete. Estes estudos mostram incontestavelmente que desde há 40 milhões de anos a Índia continua a migrar para norte em relação ao Sul do Tibete, que se considera fixo.
Um abrangente programa de investigação realizado no Tibete entre 1980 e 1982 permitiu analisar e confirmar a evolução desta formação intracontinental.
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