Caldeira Cabral

Arquiteto paisagista português, nascido em 1908 e falecido em 1992, natural de Lisboa, foi o fundador da arquitetura paisagista em Portugal, com uma larga projeção internacional, o que o torna uma das principais figuras mundiais da arquitetura paisagista do século XX. Licenciado em Engenharia Agronómica pelo Instituto Superior de Agronomia em 1936, parte nesse mesmo ano para a Technische Hochschule, em Berlim, para estudar Arquitetura Paisagista na única escola europeia à data em pleno funcionamento. Ainda enquanto estudante é-lhe encomendado o projeto do Estádio Nacional, no Vale do Jamor, que desenvolve em colaboração com um dos seus professores, Konrad Wissener. Em 1941, iniciou no Instituto Superior de Agronomia o ensino da Arquitetura Paisagista, contando-se entre os seus primeiros alunos formados a partir dos finais da década de 40 os seus principais seguidores: Azevedo Coutinho, Ribeiro Telles, Edgar Fontes, Viana Barreto, Ilídio de Araújo e Álvaro Dentinho. Desenvolveu simultaneamente intensa atividade docente e de projetista, tendo ainda presidido à Federação Internacional de Arquitetos Paisagistas entre 1962 e 1966. É autor de uma vastíssima e diversificada obra - por vezes em colaboração com os seus discípulos e outros profissionais -, de que se destacam, para além de muitos jardins privados, a Quinta da Agrela em Famalicão, a Quinta dos Pesos em Caparide e a Quinta do Patino no Estoril, diversos espaços públicos, como o Parque de Santa Catarina no Funchal, o Parque do Montijo, o Parque das Caldas da Rainha e a Rua Augusta em Lisboa. Francisco Caldeira Cabral é também um precursor e líder da difusão e prática dos princípios do ordenamento do território, tendo desenvolvido trabalhos de grande envergadura, nomeadamente no complexo industrial de Sines e no Baixo Mondego.
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