caldeira

Durante muito tempo, as caldeiras eram atribuídas a explosões, mas hoje em dia há que distinguir pelo menos duas origens na formação de caldeiras. As caldeiras mais pequenas, com umas centenas de metros de diâmetro, estão rodeadas por paredes de escórias misturadas com abundantes rochas da região, cuja presença demonstra que se trata de uma explosão. As caldeiras maiores, com um ou mais quilómetros de diâmetro, são devidas a afundimentos ou abatimentos que se explicam da seguinte maneira:
1. As primeiras explosões expulsam uma parte do magma, diminuindo, em consequência, o nível na chaminé, enquanto se constrói o aparelho vulcânico.
2. Os bordos da cratera começam a fissurar-se em círculos concêntricos e, depois, os blocos separados pelas fissuras, devido à falta de suporte subterrâneo, abatem-se na câmara magmática. Desta maneira forma-se uma falsa cratera de explosão, que é de facto uma cratera de afundimento, abatimento ou subsidência. Posteriores erupções podem originar novos cones no interior da cratera.
As crateras de abatimento encontram-se em vulcões caracterizados pela abundância de emissão de lavas ou cinzas. As grandes crateras havaianas são deste tipo.
O nome de caldeira teve origem nos Açores e nas Canárias. Nos Açores há bons exemplos de caldeiras, algumas ocupadas por lagoas, sendo uma das mais conhecidas a Caldeira das Sete Cidades, na ilha de São Miguel.
Como referenciar: Porto Editora – caldeira na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-07-30 17:45:21]. Disponível em