Califado de Córdova

Abderramão III (912-961) encontrou uma Espanha muçulmana dividida pela guerra civil e ameaçada pelo califa fatimita de África e pela crescente importância do reino cristão de Leão. Abderramão apoderou-se de Sevilha (813) e Carmona (914) derrotando Omar. Logrou reunir num só corpo político todos os súbditos; e ao mesmo tempo conteve a expansão dos cristãos. Dada a importância da sua obra, e para impor maior respeito, em 16 de janeiro de 929 abandonou o seu título de emir e elegeu-se como califa, pondo fim ao emirado. No seu reinado, a cidade de Córdova tornou-se esplendorosa, sendo a sua corte tão faustosa quanto a de Bagdade. Floresceram a agricultura, a indústria, o comércio, as artes e as ciências.
Al-Háqueme II (961-976), filho e herdeiro de Abderramão, continua a obra de seu pai e ajustou a paz, que soube manter em quase todo o seu reinado.
Hixame II, filho de Al-Háqueme, teve como seu primeiro-ministro Almançor, que governou inteiramente por sua conta, suprimindo a organização militar por tribos e deitou as mãos aos soldados cristãos e berberes. Em 1002, com a morte do ministro, o califado desmorona-se rapidamente, renascendo a anarquia e as lutas civis. A sua derrocada definitiva dá-se em 1031.
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