Calisto III

Papa espanhol, nascido em Játiva, a 31 de dezembro de 1378, Afonso de Bórgia (ou Borja) estudou em Valência, Lérida (onde se doutorou em Direito Civil e Direito Canónico) e tornou-se cónego na catedral desta última cidade, em cuja universidade lecionou também a cadeira de cânones. No ano de 1429 foi nomeado bispo de Valência pelo papa Martinho V, em 1443 ascendeu ao título de cardeal e nesta altura foi para Roma. Foi eleito bispo de Roma (papa) em 8 de abril de 1455, mantendo-se nessas funções até à sua morte, a 6 de agosto de 1458.
Este papa desenvolveu todos os esforços para a realização de uma cruzada contra os turcos, que se tinham apoderado de Constantinopla. Tendo enviado legados aos reis de territórios cristãos, apenas recebeu respostas positivas do rei Ladislau V, rei da Hungria e da Boémia, do imperador Frederico III e do rei de Nápoles.
De origem estrangeira, era por isso encarado com uma certa desconfiança em Roma, pelo que se pode justificar o facto de ter nomeado para os cargos que lhe eram mais próximos uma infinidade de personagens de Aragão, de Valência e da Catalunha, pelo que foi acusado de nepotismo e piorou a desafeição dos romanos. Tentou o pontífice assegurar a manutenção da paz entre os principados de Itália, pelo que se declarou a favor do direito de Francesco Sforza herdar o domínio de Milão, contra a pretensão sustentada pelo rei Afonso V de Aragão, Nápoles e Sicília.
Foi por ele instituída a festa da Transfiguração no dia 6 de agosto, em comemoração da vitória de João Capristano e João Hunyadi da Hungria sobre os turcos que cercavam Belgrado em 1456.
Calisto III beatificou Santa Rosa de Viterbo e São Vicente Ferrer e declarou a inocência de Santa Joana d'Arc.
Foi sepultado na igreja de Santo André e no ano de 1610 transferiram-se os seus restos mortais para a de Santa Maria de Montserrat, da nação espanhola em Roma.
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