Calístrato

Político e orador ateniense do século IV a. C., foi o acusador, durante a guerra coríntia, num processo contra os embaixadores que tinham proposto a paz com Esparta em 391 a. C. Em 378, quando chegou ao governo de Atenas, organizou, juntamente com Timóteo e Cabria, a segunda liga marítima ateniense (378-377). Após a destituição de Timóteo, por si acusado de incompetência na guerra de 373, tornou-se o verdadeiro chefe do governo ateniense. Realizou com Hifícrates, reformas económicas que deram a Atenas uma nova prosperidade. Em 371, negociou uma paz geral num encontro de tréguas ocorrido em Esparta. Contudo, o tratado não foi subscrito por Epaminondas e Tebas retirou-se da liga ateniense. Uma vez que a sua política não conseguiu inibir o poderio de Tebas, Calístrato ficou em sérias dificuldades políticas, salvando-se unicamente graças aos seus dotes de orador. Foi, ainda assim, forçado a exilar-se enquanto que o seu adversário político, Timóteo (367) regressava à pátria.
Como também a política imperialista deste falhou, dois anos mais tarde, Calístrato pôde regressar a Atenas, mas pagou com a condenação à morte (361) as novas tentativas infrutíferas de se opor à ascensão de Tebas. Uma vez mais conseguiu salvar-se, fugindo, nomeadamente para a Macedónia onde reorganizou as finanças do Estado. Regressou de novo a Atenas com a esperança de conquistar uma vez mais a confiança dos seus concidadãos, mas foi, ao invés, executado por volta de 355.

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