câmara de bolhas

Uma câmara de bolhas consiste num dispositivo usado para a deteção de radiação ionizante. Este instrumento foi inventado em 1952 pelo físico norte-americano Donald Arthur Glaser, que nasceu em Ohio, a 21 de setembro de 1926.
Este físico, partindo da câmara de nevoeiro de Wilson, desenvolveu a muito mais eficaz câmara de bolhas. Esta consiste numa câmara contendo um líquido, normalmente hidrogénio, visto que o seu átomo é muito simples e permite estudar com maior facilidade as reações nucleares que se produzem.
Este líquido é mantido a temperatura ligeiramente acima da sua temperatura de ebulição, sem ferver, o que se consegue diminuindo rapidamente a pressão do líquido imediatamente antes da entrada das partículas ionizantes que atuam como núcleos para a formação de bolhas gasosas.
Estas podem ser fotografadas para assim se obter um registo das trajetórias das partículas. Num espaço de um milionésimo de segundo podem registar-se e medir-se com grande precisão os percursos das partículas, mesmo as que têm um poder de ionização muito fraco.
Atualmente, as câmaras de bolhas chegam a ter 4 metros de diâmetro e uma capacidade de cerca de 35 metros cúbicos de hélio líquido e podem pesar vários milhares de toneladas devido à instalação de refrigeração necessária a aos instrumentos de medição associados, fazendo parte dos maiores centros de investigação para o estudo das partículas.
As câmaras de bolhas, devido às suas dimensões, só se podem utilizar em locais fixos. Quando se querem investigar feixes pouco intensos de radiações que obrigam o sistema a estar em funcionamento durante longo tempo utiliza-se frequentemente um método fotográfico.
Como referenciar: Porto Editora – câmara de bolhas na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-21 04:11:21]. Disponível em