câmara de nevoeiro

A câmara de nevoeiro, ou também designada por câmara de Wilson em homenagem ao seu inventor, o físico inglês Charles Thomson Rees Wilson (1869-1959), consiste num dispositivo detetor e que torna visível a trajetória de partículas de radiação ionizante.
Este aparelho foi inventado em 1911 e é constituído por uma simples caixa com o interior forrado a preto e com uma abertura num dos lados, que se enche com ar e algumas gotas de um líquido muito volátil, por exemplo etanol, formando-se na câmara uma atmosfera saturada de vapor. Este vapor é arrefecido rapidamente por uma expansão adiabática, possibilitando que o vapor fique supersaturado. O excesso de humidade no vapor é depois depositado em gotas nos rastos dos iões formados pela passagem da radiação ionizante.
A linha resultante das gotículas pode ser fotografada. Se o movimento inicial das partículas tiver sido deflectido, por um campo elétrico ou magnético, a extensão da deflexão fornece informações da sua massa e carga.
Uma versão mais simples deste aparelho é a câmara de nevoeiro por difusão, desenvolvida pelos cientistas Cowan, Needels e Nielson em 1950. Nesta câmara a supersaturação é obtida mediante a colocação de uma faixa de feltro devidamente embebida em álcool. A parte mais baixa da caixa é arrefecida através de dióxido de carbono sólido. O vapor difunde-se continuamente para baixo, e no centro é quase continuamente sensível à presença dos iões formados pela radiação.
Como referenciar: câmara de nevoeiro in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-09-21 22:56:32]. Disponível na Internet: