câmara obscura

Compartimento mantido na obscuridade, dispondo de um orifício num dos lados. A luz que entra por este orifício projeta na parede oposta uma imagem invertida dos objetos exteriores.
Este dispositivo foi pormenorizadamente descrito no século XVI e é considerado percursor das câmaras fotográficas. O princípio da Câmara Obscura é mencionado, na Antiguidade, por Aristóteles, na sua obra Problematica, e mais tarde, no século XI, pelo árabe Alhazen. Mas é com Leonardo Da Vinci que a Câmara Obscura é descrita detalhadamente nos seus manuscritos Codex Atlanticus (1452-1519): num compartimento escuro, a luz que atravessa um orifício numa das paredes projeta na parede oposta uma imagem invertida dos objetos existentes no exterior. O físico italiano Giambatista Porta adaptou à Câmara Obscura uma lente, em substituição do orifício convencional, o que permitiu obter imagens mais luminosas e mais nítidas.
A Câmara Obscura foi muito utilizada pelos pintores do Renascimento como auxiliar de desenho, uma vez que fornecia ao pintor a perspetiva pretendida.
Restava só introduzir um suporte sensível à luz que fixasse a imagem projetada. Foi o que fez N. Niepce em 1826.
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