Camboja

Geografia
País do Sudeste Asiático. Situado na península da Indochina, abrange uma superfície de 181 040 km2. Encontra-se limitado pela Tailândia, a oeste e a norte; pelo Laos, a nordeste; pelo Vietname, a leste e a sul, e pelo golfo da Tailândia, a sudoeste. As cidades mais importantes são Phnom Penh, a capital, com 1 206 800 habitantes (2004), Batdambang (219 700 hab.) (2004), Kampong Cham (59 500 hab.) e Pursat (46 800 hab.) (2004).

Clima O clima é tropical de monção. A monção faz-se sentir de abril a outubro e a temperatura média na capital é de 27oC.

Economia
A economia do Camboja encontra-se ainda muito dependente da agricultura, cuja produção se destina maioritariamente ao consumo local. O arroz constitui a principal produção. Para exportação, há culturas de cana-de-açúcar e bananas, bem como plantações de héveas (borracha natural). Cerca de 80% da população ativa dedica-se à agricultura. Em termos de recursos minerais, o país dispõe de reservas de ferro, fosfatos, carvão e pedras preciosas, mas a sua exploração é ainda pouco intensiva. A indústria, de carácter quase artesanal, dedica-se à transformação de produtos agrícolas. Os principais parceiros económicos do Camboja são Singapura, a Tailândia, o Vietname e a Índia.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas,1999), é de 0,1.

População
A população é de 13 881 427 habitantes (est. 2006), o que corresponde a uma densidade populacional de 75,16 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 26,9%o e 9,06%o. A esperança média de vida é de 59,29 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,556 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,551 (2001). As etnias do Camboja são a Khmer (90%), a vietnamita (5%) e a chinesa (1%) e outras (4%). A religião com maior expressão é a budista. A língua oficial do país é o khmer.

História
Em 1864, o Camboja passou a ser um protetorado da França. Durante a Segunda Guerra Mundial, a maior parte do território foi ocupada pelo exército japonês. Em 1944 o país proclamou a independência, mas só em 1953 é que veio a conquistá-la definitivamente. Tentou manter a neutralidade durante a Guerra do Vietname, mas os vietnamitas utilizavam o território vizinho para abastecer as forças que operavam no Sul do Vietname. Este facto obrigou o Camboja a envolver-se na guerra. Em 1970 os EUA bombardearam a maior parte do país. Pouco tempo depois o primeiro-ministro Sihanouk foi deposto pelo general Lon Nol, apoiado pelos norte-americanos.
Este golpe provocou o descontentamento dos comunistas, os Khmers Vermelhos, chefiados por Pol Pot. Em 1976 foi proclamada a República Democrática do Camboja. No ano seguinte, o Partido Comunista do Camboja foi oficialmente reconhecido como o corpo governativo do país. Seguiu-se uma época de extrema miséria. Em 1979 as doenças e a fome, mas também o genocídio sistematicamente praticado pelo regime, tinham já matado cerca de 2 000 000 de pessoas. Entretanto, os Khmers Vermelhos começaram a atacar o Vietname e, em 1979, o Camboja foi invadido pelo país vizinho. O regime comunista caiu e as forças vietnamitas instauraram um governo socialista. A partir desse momento, a guerrilha dos Khmeres Vermelhos passou a atacar sucessivamente o poder.
Em 1991, as várias fações assinaram um acordo de paz sob os auspícios da ONU. Dois anos mais tarde, a ONU supervisionou as eleições livres e Sihanouk, que voltara ao país pouco tempo antes, formou um governo de coligação e mais tarde tornou-se rei. Nem por isso a situação política no país se mostrou estável, contudo. A guerrilha dos Khmers Vermelhos prosseguiu a sua luta. Por outro lado, deu-se em 1997 um golpe de estado em que o co-Primeiro-Ministro Hun-Sen afastou do poder o outro co-Primeiro-Ministro, o príncipe Ranariddh, filho do rei Sihanouk.
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