Cancioneiro

Reedição acrescentada do Cancioneiro de 1963, contém Litoral, Poesias Dispersas, Cancioneiro, Confidência, Digressão, Fábulas e Outras Poesias Dispersas. Referindo-se a esta coletânea, em 1944, Adolfo Casais Monteiro considera-a "uma das mais belas expressões da faceta melodiosa e equilibrada do nosso lirismo contemporâneo" (cit. na lombada de Cancioneiro, Porto, Inova, 1976), assinalando nela "uma expressão cada vez mais depurada", que corrigira o excessivo comprazimento na beleza da forma que a tolhia de princípio", para apresentar cada vez mais nua a essência". "Canto frágil", mas onde "todas as notas são autênticas" (id. ibi.), a expressão poética de Cabral do Nascimento opera recorrentemente uma fusão entre o concreto objetivo exterior e a reflexão íntima ("Além, nas águas, sem farol nem mastro, / Flutua / Meu sonho ardente, no comprido rastro / da Lua."), encontrando numa expressão simultaneamente clássica e moderna o equilíbrio entre a objetividade e a subjetividade.
Como referenciar: Cancioneiro in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-08 11:13:00]. Disponível na Internet: