Cardeal Alberoni

A educação do Cardeal Alberoni, nascido em Fiorenzuola em 1664, esteve a cargo primeiro dos padres barnabitas de Piacenza e depois dos vice-legados papais de Ravena. Gozou da simpatia de pessoas influentes, como o duque de Vendôme e o duque de Parma. Responsável pelos negócios deste último em Madrid, ali negociou o casamento da sobrinha do duque de Parma, Isabel Farnese, com o monarca Filipe V (1714). Tornou-se conselheiro da rainha, cardeal e primeiro-ministro de Espanha.
Reorganizou a fazenda, o exército e reformou a justiça. Reforçou economicamente a nação, promovendo um renascimento marítimo e comercial e incrementou a indústria. Proporcionou o contacto dos espanhóis com artistas estrangeiros. Foi impelido pela rainha a encetar uma política que se revelou desastrosa. Era intenção de Isabel reconquistar Nápoles, a Sicília e a Sardenha para a casa real espanhola, diminuindo assim o poder de Carlos VI da Áustria. Violando o Tratado de Utreque, Alberoni fez invadir a Sardenha em 1717 e a Sicília em 1718.
Para pôr fim à usurpação, foi constituída a quadrúplice aliança entre a Inglaterra, a França, a Áustria e a Holanda. A esquadra inglesa derrotou a armada espanhola, a França enviou um exército para os Pirenéus e os austríacos avançaram sobre Nápoles. Através da pressão dos aliados, Alberoni foi destituído (1719) e obrigado a abandonar Espanha. Refugiou-se em Itália num convento de Bolonha, após ter sido ameaçado pelo Papa Clemente XI de lhe retirar a dignidade de cardeal. Depois da morte do Papa, participou na eleição de Inocêncio XIII. Foi nomeado legado de Ravena e de Bolonha.
Morreu em Piacenza em 1752.
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