Carl Rogers

Psicólogo norte-americano, Carl Ransom Rogers nasceu em 1902, em Oak Park, Illinois, nos Estados Unidos da América, e faleceu em 1987. Durante o período do liceu começa por se interessar pela agricultura e estuda Agronomia. No entanto, em 1922, depois de uma viagem que realizou à China para participar num congresso Internacional da Federação Mundial dos Estudantes Cristãos, troca a agronomia pela religião e opta por estudar História. Em 1924 obtém o bacharelato em História e entra para o "Union Theological Seminary", no sentido de se preparar para a carreira de Pastor Protestante. Em 1926 o seu percurso sofre uma nova reviravolta: descobre a Psicologia, desiste da carreira religiosa e inicia a sua formação em Psicopedagogia Clínica na Columbia University's Teachers College. Dois anos mais tarde forma-se em Psicologia e em 1931 obtém o seu doutoramento nesta área.
Carl Rogers foi um notável investigador, psicoterapeuta e professor de Psicologia, tendo trabalhado e ensinado em reputadas instituições norte-americanas: Universidade de Ohio, Universidade de Chicago, Universidade de Wiscosin, entre outras. As conceções e teorias que desenvolveu ao longo da sua carreira baseiam-se, sobretudo, na experiência clínica e assentam num conjunto restrito de conceitos-chave: Autenticidade, congruência, aceitação incondicional e empatia. Dito de outro modo, Rogers enfatiza a capacidade natural do indivíduo para a auto-realização e defende, na relação interpessoal, uma abordagem não-diretiva, centrada na pessoa, de modo a criar um clima propício ao crescimento onde o indivíduo possa ser autêntico, compreendido e aceite sem qualquer tipo de condições.
As posições humanistas assumidas por Carl Rogers foram por diversas vezes alvo de críticas. Para além de considerarem as suas teorias pouco científicas, os opositores de Rogers acusaram-no de subestimar os conflitos sociais e de apresentar uma visão da humanidade demasiadamente otimista. Numa das suas mais importantes obras publicada em 1961 - On Becoming a Person (traduzida e publicada em português com o título Tornar-se Pessoa, 1970) -, Rogers responde as estas críticas, reafirmando as suas teorias. Para além desta obra, Carl Rogers publicou diversos trabalhos relevantes no âmbito da psicoterapia, dos quais se destacam:
1939, The Clinical Treatment of the Problem Child
1942, Counseling and Psychotherapy
1951, Client-Centered Therapy
1954, Psychotherapy and Personality Change
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