Carl Whitaker

Carl Whitaker, psicólogo nascido nos Estados Unidos da América em 1912, dedicou-se aos problemas da família, apresentando, na tentativa de solucionar esses mesmos problemas e conflitos, um modelo simbólico-vivencial inserido numa perspetiva transgeracional.
Whitaker elaborou a sua teoria partindo da noção de uma família saudável. Esta família hipotética teria as seguintes características: uma noção de unidade; um contacto com três gerações; estaria delimitada em subsistemas parental e filial.
Este modelo de intervenção engloba várias fases que Whitaker descreve com afinco nas suas obras: a fase inicial em que a família está ainda muito dependente da ação do terapeuta, a fase média em que progressivamente a família começa a conduzir o seu processo e a fase final em que já é a própria família que decide o fim da terapia. Este aspeto final é contestado por muitos autores. Neste modelo, é utilizado o genograma que permite visualizar gráfica e simbolicamente as relações familiares ou mesmo as relações conflituosas, relações inexistentes e outras relações que se estabelecem entre os membros que constituem a família.
O objetivo desta terapia consiste em estabelecer um sentimento de conjunto na família, uma sensação de união e, ao mesmo tempo, permitir a expressão individual dos seus membros, facilitando assim a flexibilidade e a criatividade.
Por outro lado, pretende-se, com este modelo, oferecer à família uma alternativa, aceitando o problema que ela apresenta, mas mudando ou alargando o seu significado numa modalidade transacional.
Carl Whitaker faleceu em 1995, aos 83 anos.
Como referenciar: Porto Editora – Carl Whitaker na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-11-29 16:06:59]. Disponível em