Carlos Magalhães de Azeredo

Escritor, jornalista e diplomata brasileiro, Carlos Magalhães de Azeredo nasceu a 7 de setembro de 1872, no Rio de Janeiro, no Brasil. Órfão de pai aos três meses, fez os seus primeiros estudos, entre 1879 e 1880, no Colégio de São Carlos, no Porto (Portugal), prosseguindo-os, até 1887, no Colégio de São Luís, em São Paulo. Em 1893, concluiu o curso na Faculdade de Direito de São Paulo e iniciou, dois anos depois, a carreira diplomática, desempenhando as funções de secretário da Legação do Brasil no Uruguai (1895-1896) e no Vaticano (1896-1901), foi nomeado primeiro secretário em 1901 e conselheiro em 1911. No ano seguinte, foi ministro em Cuba e na Grécia (1913-1914), ministro plenipotenciário no Vaticano (1914-1919) e embaixador também no Vaticano (1919-1934), reformando-se posteriormente da carreira diplomática.
Magalhães de Azeredo, para além de colaborar com a imprensa brasileira, escreveu contos, romances, ensaios, poesias, várias obras das quais se destaca: Alma Primitiva (1895), José de Alencar (1895), Procelárias (1898), Homens e Livros (1902), Horas Sagradas (1903), Vida e Sonho (1919), entre outros. O escritor, que foi o mais novo membro fundador da Academia Brasileira de Letras, fez parte do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Academia Internacional de Diplomacia e do Instituto de Coimbra.
Carlos Magalhães de Azeredo faleceu a 4 de novembro de 1963, em Roma, em Itália.
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